Encontrada morta em quarto de hotel


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O corpo de Maria Eunice da Silva, 40, estava de bruços sobre 3 colchões colocados no chão quando a polícia chegou ao hotel em Patrocínio Paulista.
O corpo de Maria Eunice da Silva, 40, estava de bruços sobre 3 colchões colocados no chão quando a polícia chegou ao hotel em Patrocínio Paulista.
O corpo de Maria Eunice da Silva, 40, moradora de Passos (MG), foi encontrado pela polícia na manhã de ontem, em um hotel de Patrocínio Paulista. Ela vestia apenas uma calcinha e estava deitada de bruços sobre três colchões colocados no chão. O delegado Manir Martos Salomão trabalha com três hipóteses: homicídio, suicídio ou morte natural. A vítima se hospedou no local junto com o vendedor II, 40, residente em Miguelópolis. Em depoimento à polícia, a testemunha informou que conheceu Maria Eunice, na tarde de terça-feira, em Passos, e que ela concordou em viajar com ele para vender queijos na região de Franca. II, que é casado, negou ter mantido relação sexual em um motel da cidade mineira. O casal teria visitado vários estabelecimentos até o anoitecer. Após algumas paradas ao longo da rodovia, chegaram a Itirapuã por volta das 19 horas de terça-feira e permaneceram no município por uma hora. Como não encontraram um local para passarem a noite, seguiram para Patrocínio Paulista. Às 21 horas, deram entrada em um hotel simples localizado no Centro da cidade. Ficaram hospedados no quarto de número seis, um cômodo pequeno, onde quatro camas de solteiro e uma TV são as únicas regalias disponíveis. Aparelho de ar-condicionado, nem pensar, mas na parede à esquerda da porta há uma grande janela de madeira permitindo boa circulação de ar. “Por volta das 22 horas, cada um comeu um marmitex. Não sei qual era o cardápio, mas a mulher comeu tudo. Limpou a marmita”, disse um funcionário do hotel. Logo após o jantar, Maria Eunice solicitou um copo de água à recepção, supostamente para tomar remédio para epilepsia. Às 7h30 de ontem, o comerciante se levantou e foi acordar a mulher. Notou que ela estava gelada e não apresentava batimentos cardíacos. Saiu desesperado pedindo ajuda. “Ele estava tremendo e muito nervoso. Disse que sua acompanhante estava morta. Acho que, por ser casado, pensou em fugir, mas teve os documentos retidos e resolver esperar a polícia”, contou o funcionário. A polícia foi acionada e encontrou as camas encostadas e a vítima morta. No ambiente, havia apenas um copo de água e uma cartela com quatro comprimidos de Gardenal. Maria Eunice morava com a mãe e uma filha de 20 anos no Bairro da Penha, em Passos. Epiléptica, tomava remédios controlados. Segundo familiares, não ingeria bebidas alcoólicas e detestava drogas. Também não tinha o hábito de viajar para outras cidades. O sepultamento de Maria Eunice está previsto para acontecer na manhã de hoje, no cemitério da cidade mineira em que ela morava. A família não soube informar à reportagem do Comércio o horário do enterro.

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