Dom Caetano Ferrari, 64, falou ontem ao Comércio sobre como é assumir a Diocese de Franca após há quase cinco anos na cidade como bispo. Nascido em Pirajuí-SP, Dom frei Caetano, como é conhecido, disse que a vocação surgiu quando ainda era pequeno. Foi coroinha, participou de grupo de jovens, há 41 anos é frade franciscano e desde 1970 padre. Passou por Santa Catarina, São Paulo e Rio de Janeiro. Confira:
Comércio da Franca - Qual é a expectativa ao assumir a Diocese de Franca?
Dom frei Caetano Ferrari - A minha expectativa é que tudo corra bem. A gente fica um pouco ansioso diante de qualquer celebração. Mas com relação a assumir a Diocese, estou tranqüilo. Meus sentimentos são de gratidão pela acolhida que tive até esse momento. Também é um sentimento de fé, de confiança com relação ao futuro.
Comércio - O senhor sonhou um dia em ser bispo?
Dom Caetano - Não há vocação para ser bispo, há vocação para o serviço na igreja como sacerdote. O bispo é escolhido por carência. Também São Paulo escreve que desejar ser bispo não é errado. O que passou na minha cabeça uma vez na vida é de que poderia ser. Mas nunca aspirei, porque não existe como fazer um trabalho para alcançar essa nomeação. Quem escolhe é o Santo Papa. Estou contente.
Comércio - O que muda na rotina do senhor?
Dom Caetano - Na rotina não muda muita coisa, porque já venho com Dom Diógenes participando de todas as atividades da Diocese. Claro, precisarei dar uma presença maior na cúria e também nas paróquias. Já estou programando para o próximo ano as visitas pastorais e vou começar esse trabalho na segunda quinzena do mês de maio, na paróquia da Capelinha.
Comércio - Como fica o trabalho de Dom Diógenes?
Dom Caetano - Dom Diógenes tem direito a seu descanso depois de 75 anos, então irei procurar não incomodar muito, mas ele já se colocou à disposição. Vamos contar com Dom Diógenes para alguns trabalhos. Ele vai acompanhar a vida familiar da Diocese, o matrimônio e a família. Vou nomeá-lo vigário-geral da Diocese.
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