O ex-presidente da Francana, Riad Salloum, descartou sua participação nas eleições do clube, que devem ser marcadas nesta sexta-feira. O motivo alegado para não concorrer ao cargo é pessoal. “Eu não vou participar, sinceramente não. Não estou tendo tempo, esse é o problema maior.”
Ele faz parte do Conselho Deliberativo do clube e pode ser uma das pessoas na linha de sucessão do presidente José Lancha Filho, caso não haja apresentação de chapas. Riad é dono do Tower Hotel e confirmou que era um dos investidores que a Liga Amadora de Futebol contatou. Ele foi presidente do clube em 1996, quando a Veterana subiu da Série A-3 para a Série A-2. “Acredito no bom senso do Lancha, no bom senso da Liga e do povo em geral para ajudar o Lancha. Acho que ele deveria se manter (na presidência)”, opinou.
Outro patrocinador, Antônio Carlos Franchini Filho, diretor da empresa de refrigerantes Fors, deu como encerrada a negociação entre a Liga e a Francana. “Quem me pediu para angariar recursos foi a Liga. Como eles desistiram, eu também sai.”
Questionado sobre a crítica da diretoria do clube relacionada à falta de “transparência” por parte da Liga na apresentação dos nomes e valores que cada patrocinador daria, ele tentou explicar: “Era preciso primeiro um contrato com a Francana para depois assinar com os parceiros.” O fato da Liga não revelar oficialmente estas informações foi o principal motivo alegado por Lancha Filho para não avalizar a parceria.
WANTUIL
Wantuil Rodrigues, anunciado como o técnico da Francana no domingo, se viu no meio de um fogo cruzado desde segunda-feira. Essa foi a data em que começou a desabar a negociação sobre a parceria entre o clube e a Liga Amadora de Futebol.
Ontem à noite, ele declarou ao Comércio que “não poderá esperar a Francana”. Toda as promessas e conversas que havia tido com o presidente, Eurípedes Gonçalves, e vice da Liga, Marcos Silva, além da participação em um jantar com os investidores, foram descartadas. “Ele (Eurípedes) me falou que só faltava assinar a parceria. Ainda falei com eles se não era melhor assinar o convênio antes de anunciar meu nome”, recordou Wantuil.
O técnico não escondeu um entusiasmo ao perceber a empolgação de Eurípedes, Marcos Silva e dos patrocinadores da Liga. “Vim para casa (ele mora em Belo Horizonte) feliz e depois fui surpreendido. Na segunda-feira, me ligaram informando de tudo.”
Até mesmo a intermediação do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) foi avisada a Wantuil. “Ligaram para mim de uma festa de um radialista (Craque da Bola, organizada por Jovassi Corrêa Dias, realizada no Teatro Municipal) que acontecia na cidade, dizendo que estava tudo certo e o prefeito havia entrado nisso.” Nada deu certo.
Ontem à noite, por telefone, da capital mineira, revelou à reportagem não poder mais esperar pelo clube esmeraldino.
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