O fim das negociações entre a Francana e a Liga Amadora de Futebol sobre uma eventual parceria respingou não só na indecisão para se formar um time para disputar a Série A-3 de 2007. Ásperas críticas foram trocadas entre os presidentes José Lancha Filho, da Veterana, e Eurípedes Gonçalves Silva, da entidade. As farpas começaram ainda na terça-feira, quando Lancha desistiu de um segundo mandato e desabafou durante entrevista coletiva. Ontem, por telefone, ele reafirmou tudo o que dissera antes.
Na ocasião, no salão de festas da sede do clube, na Rua Simão Caleiro, o médico declarou ter construído em 80 dias o único estádio da cidade. Ele reconheceu que 2006 foi o ano mais difícil que a Francana passou e tentou desmistificar o projeto que a Liga tentava emplacar para assumir o departamento de futebol e ser uma opção de ascender o time para a A-2. “O presidente e o vice da Liga (Eurípedes Gonçalves e Marcos Silva, respectivamente) eram meninos de recado. Eles representavam outras pessoas e o projeto que nós pedimos a eles nunca chegou”, alfinetou Lancha, que reclamou da falta de um documento mostrando quem eram os parceiros da Liga e quanto cada um investiria no clube.
O discurso continuou no mesmo tom de animosidade e esbarrou na imagem em que Eurípedes apareceu chorando um dia antes ao anunciar que a parceria não iria se concretizar. “Na minha época, dava-se o nome de ‘maricas’ a quem chorava”. Após saber dos comentários, o presidente da Liga rebateu. “Do jeito que eles estão fazendo parece que não querem ter futebol”, rebateu Eurípedes. O ponto em que o presidente da LFAF mais questionou seu “ex-parceiro” foi na atitude de não renunciar ao cargo e sim manter-se até o dia 31 de dezembro, mesmo não tendo dinheiro para montar a equipe do próximo ano e já assumindo que não permancerá no clube. “Eles deveriam ter saído. Acho que ele (Lancha) fez uma coisa muito feia e não deveria ter esperado os patrocinadores desistirem do apoio para dizer que não continuaria. Essa é minha opinião, hoje, como torcedor”, declarou.
Para explicar as dúvidas levantadas pela diretoria sobre o fato dos patrocinadores terem abandonado a parceria, Eurípedes foi incisivo em defender os empresários. “Eles não iriam desistir. Ninguém (os investidores) queria se expor até antes do contrato (de parceria com o clube) estar assinado.” Por fim, perguntado em quem defende como presidente, apontou dois nomes. “Só o Riad (Salloum) e o deputado Gilson de Souza poderiam subir a Francana.”
ELEIÇÕES
O Conselho Deliberativo, que é o órgão que marca a eleição para o clube, se reuniu ontem para redigir o edital. O documento deverá ser publicado amanhã já deixando aberta a possibilidade de chapas serem inscritas. A informação, prestada por um membro da diretoria de Lancha, adiou por 24 horas a informação dada pelo presidente um dia antes. Ele afirmara que o edital seria publicado hoje.
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