Mambrini tentará provar suas acusações


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O presidente da Câmara, Marcelo Mambrini (PMN), tentará provar as acusações feitas em entrevista exclusiva ao Comércio. Nela, o presidente disse que caminhões de terra cedidos pela Prefeitura são usados como moeda de troca para a aprovação de projetos no Legislativo de Franca. Ontem, ele enviou requerimento ao prefeito Sidnei Rocha (PSDB) pedindo informações sobre a distribuição dos caminhões pelo município. Mambrini quer a relação de beneficiados com caminhões em 2005 e 2006. Além disso, quer uma lista dos pedidos enviados pelos vereadores, com especificação de quais foram atendidos. O presidente da Câmara pergunta ainda qual o embasamento legal para a distribuição e quais são os critérios utilizados. Ele quer saber também quantos caminhões são utilizados para fazer o serviço. Como justificativa para o requerimento, Mambrini utiliza trechos de entrevistas concedidas pelo líder do governo, Jepy Pereira (PSDB), e da secretária de Obras, Valéria Marson, ao Comércio, em que ambos admitem a prática de distribuição de caminhões de terra. As informações podem mesmo ser de grande valia para o presidente se livrar de punições por suas denúncias. O Conselho de Ética acatou a representação de Marcelo Valim (PSDB) contra Mambrini. O tucano o acusa de ter quebrado o decoro parlamentar. O presidente do conselho, Silas Cuba (PT), solicitou ontem cópia da transcrição de discursos nos quais Mambrini confirma as declarações dadas ao Comércio. Depois de analisá-las, o conselho, que também é formado pelos vereadores Luiz Carlos Fernandes (PDT) e Rui Engrácia (PSDB), vai pedir esclarecimentos ao presidente. Mambrini pode ser repreendido com punições que vão desde uma simples advertência até a cassação de seu mandato.

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