Em sua última sessão ordinária do ano, a Câmara Municipal adiou ontem a autorização para o funcionamento do sistema de monitoramento do Centro da cidade por câmeras filmadoras. O sistema, adquirido pela CDL (Câmara dos Diretores Lojistas), foi apresentado na noite de segunda-feira e começou a funcionar em caráter experimental no mesmo dia. No entanto, dependia da autorização dos vereadores para ser oficialmente inaugurado.
Gilson Pelizaro (PT) foi o principal opositor à aprovação da proposta enviada em regime de urgência pelo prefeito Sidnei Rocha (PSDB). Para ele, o fato do sistema já estar instalado antes mesmo de aprovado mostra como o Legislativo de Franca está enfraquecido. O petista convenceu os colegas. Sem o líder do prefeito Jepy Pereira (PSDB), que faltou à sessão por estar doente, o projeto foi adiado por duas sessões e só deve ser votado em 2007, já que a Câmara entrou em recesso e só volta a ter sessões ordinárias em fevereiro.
O projeto de lei foi encaminhado sem mencionar os critérios para a filmagem e utilização das imagens. Nenhum membro da CDL ou da Prefeitura foi à Câmara defender a proposta. Para Pelizaro, a falta de discussão do assunto pelos vereadores impossibilitava a aprovação. “Pra que Câmara? A CDL já discutiu, o Conselho de Segurança já discutiu. Tá tudo certo. Eles enviam para cá e a gente bate o carimbo. A Câmara virou um despachante cinco estrelas”, reclamou.
MAIS URGÊNCIAS
Outras cinco urgências de autoria de Sidnei Rocha foram aprovadas. Os vereadores autorizaram a Prefeitura a adquirir a unidade da Pestalozzi no City Petrópolis por R$ 1,1 milhão.
Proposta de lei autorizou o município a renovar por quinze anos a concessão do matadouro municipal. Outros dois projetos vincularam cerca de R$ 2,8 milhões do Orçamento de 2007 a 74 unidades de assistência social. Outros R$ 273 mil foram assegurados para a creche dos servidores municipais.
Entre os itens da pauta, destaque para aprovação do projeto que reduz de 21 para 15 o número de assessores da Câmara. Com isso, dois assessores contratados pelo presidente Marcelo Mambrini (PMN) podem ter de deixar o cargo. Projeto do prefeito que institui convênio entre o município e a Acif para manutenção da Praça Nossa Senhora da Conceição e dos calçadões também foi adiado.
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