Eram 15h10 e o frentista Emer Donizete dos Santos havia encerrado o seu turno de serviço em um posto de combustível e seguia a pé em direção à sua residência. Ele deu poucos passos e teve a caminhada interrompida pelos cães que saíram de uma residência da Rua Esmeralda e o atacaram. “Os dois vieram em minha direção e pularam sobre mim, mas apenas um me mordeu. Foi um desespero total. Doeu muito e cheguei a imaginar que fosse morrer. Gritei por Deus e ele me salvou”.
Quando os amigos chegaram e espantaram os cães, a vítima respirou aliviada por se ver livre das mordidas, mas a dor ainda era intensa. “Estava tão desesperado que nem vi quem me socorreu. Até aproveito a oportunidade para agradecer. Espero que os ferimentos não sejam graves”.
A aposentada Irene Ferreira dos Santos, mãe de Emer, passava pela rua quando viu a movimentação. Se aproximou para ver o que era e descobriu que o filho havia sido mordido pelos cães. “Será que vão esperar uma pessoa morrer primeiro? Porque não dão um fim nestes cachorros?”, questionou.
O delegado Manir Martos Salomão abrirá inquérito para apurar o caso. Ele cogitou a hipótese de prender a dona dos cães em flagrante por tentativa de homicídio, mas concluiu que não havia elementos suficientes. “Ela será indiciada e responderá pelo crime de lesão corporal dolosa. Legalmente, não posso fazer nada com os animais. Já comuniquei o caso à Justiça e ao Ministério Público para que providências sejam tomadas”.
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