Frentista é atacado por pit bulls


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Uma das quatro vítimas dos cães, a diarista Helena Eurípedes da Silva, ainda traz nos braços as cicatrizes deixadas por ataque sofrido no começo do ano: ‘Esses cachorros são um perigo’
Uma das quatro vítimas dos cães, a diarista Helena Eurípedes da Silva, ainda traz nos braços as cicatrizes deixadas por ataque sofrido no começo do ano: ‘Esses cachorros são um perigo’
Éros e Isla são dois cães gêmeos da raça pit bull. Eles têm sete anos e vivem no quintal de uma residência do Bairro Marumbé, em Patrocínio Paulista. Segundo a proprietária, têm pedigree, participam de exposição e são calmos. “As crianças brincam e até dormem em cima deles”, diz a aposentada Cleide Couto Rosa Vilela, 58. Não é o que afirmam os vizinhos e a polícia. Segundo eles, os cachorros já atacaram três pessoas na cidade. Ontem à tarde, o frentista Emer Donizete dos Santos, 27, se transformou na quarta vítima. Ele foi atacado na rua e só conseguiu escapar com vida graças à ajuda de populares. Mesmo assim, levou várias mordidas e teve de ser internado. Emer estava indo para casa quando foi atacado. Os cães aproveitaram o portão aberto e saíram correndo em sua direção. Um dos animais agarrou a perna esquerda da vítima e não queria soltar. “Eu estava na esquina e ouvi uma mulher gritando. Saí correndo e vi o cachorro grudado e o rapaz pulando. Junto com um amigo, comecei a tacar pedras e dar pauladas nos animais. Foi quando eles saíram correndo. Ficamos com medo, mas tivemos de enfrentar o perigo. O rapaz pedia pelo amor de Deus. Se não chegássemos a tempo, os cachorros poderiam matá-lo”, contou o auxiliar de mecânica Edmar Souza Cruz, 25. Após espantar os animais, ele socorreu o frentista e o levou para a Santa Casa da cidade. Emer sofreu ferimentos múltiplos e um corte profundo na perna esquerda. Há suspeita de que as lesões tenham atingindo os nervos. No começo da noite, foi transferido para o Hospital Regional. Foi liberado após ser medicado, mas terá de voltar ao médico hoje para ser melhor avaliado. Dezenas de populares se aglomeraram diante da residência para protestar e pedir providências por parte da polícia. “Esses cachorros são um verdadeiro perigo. Sempre estão atacando as pessoas e ninguém faz nada porque os donos são ricos. Eu mesma já fui mordida por eles e estou afastada do serviço há sete meses”, disse a diarista Helena Eurípedes da Silva, 41, que ainda traz no braços e perna cicatrizes deixadas pelos afiados dentes dos animais. Após o ataque, os cães foram trancados pela dona nos fundos do quintal. Ela saiu da residência e chorando muito não quis gravar entrevista. Disse apenas que levará os animais para uma fazenda da família.

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