O presidente da Francana, José Lancha Filho, anunciou por volta das 18h30 de ontem que terminará seu mandato no próximo dia 31 e não mais continuará na presidência do clube em 2007. Isso, mesmo tendo sido aclamado para o cargo no último dia 30 de novembro, em reunião do Conselho Deliberativo. Toda a diretoria também deixará o clube. Agora a responsabilidade é do presidente do Conselho Deliberativo, Gabriel Alves Oliveira, que terá de convocar novas eleições. Parente do presidente, a informação na reunião é que ele havia viajado e estará hoje na cidade.
A desistência de Lancha aconteceu um dia depois da Liga Amadora de Futebol informar que não dará prosseguimento à parceria que negociava com a agremiação para assumir o departamento de futebol. Esta “briga de foice” transformou o futuro da Veterana em algo totalmente incerto. Sem dirigentes, patrocínio ou atletas, o time ainda está suspenso pela Federação Paulista em razão de uma dívida de R$ 13 mil, o que pode inviabilizar sua participação na Série A-3 do Paulista, em 2007.
Até acontecer a coletiva do presidente da Francana, o dia foi atribulado para diretores do clube, membros da Liga Amadora de Futebol e até a agenda do prefeito Sidnei Rocha (PSDB). Ele tentou intermediar uma última negociação entre as partes, rompidas na terça-feira, mas não teve êxito.
A novela começou anteontem à noite após o presidente da Liga, Eurípedes Gonçalves Silva, comunicar o cancelamento do projeto por divergências com a diretoria esmeraldina em razão da verba de oito placas existente no Lanchão. A diretoria do clube não concordou com o artigo segundo do contrato de parceria e por isso não o assinou. Nele, previa que a entidade poderia comercializar as placas de publicidade, incluindo oito delas já negociadas pela diretoria e que totalizavam R$ 8 mil. Lancha exigia esse dinheiro para gerir o futebol de base. Como não houve definição, os patrocinadores abandonaram a Liga, que então desistiu da negociação.
Ontem, às 9 horas, Sidnei Rocha se encontrou em seu gabinete com o presidente da Liga e seu vice, Marcos Mariano Silva, para cobrar uma lista detalhada com nomes dos patrocinadores que ajudariam a equipe e os referentes valores. A entrega desse documento ficou marcada para as 16 horas. No horário marcado, Eurípedes e Marcos Silva retornaram à Prefeitura sem o documento solicitado e com a notícia de que os investidores não aceitavam mais negociar. Por outro lado, Lancha se reunia com sua diretoria por volta das 14h30. Antes mesmo de saber a posição da Liga, o grupo decidiu pelo anúncio de desistência em relação ao cargo.
A Liga prometia um investimento total de R$ 50 mil mensais, R$ 35 mil vindos de empresas ligadas à entidade. A Prefeitura municipal entraria com R$ 15 mil desse montante. O técnico, que seria Wantuil Rodrigues, e 11 jogadores, entre eles Elivelton, ex-São Paulo, Jaiminho e Tico Mineiro, já haviam sido contatados.
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