Dois ex-prefeitos da região sob suspeita


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Ex-prefeito de Pedregulho, Anis David Filho é acusado de contratar 70 ônibus e vans irregularmente
Ex-prefeito de Pedregulho, Anis David Filho é acusado de contratar 70 ônibus e vans irregularmente
Os ex-prefeitos de Patrocínio Paulista, Henrique Lopes (PMDB), e de Pedregulho, Anis David Filho (PMDB), são acusados de irregularidades durante suas administrações entre 2001 e 2004. David já responde a uma ação judicial por ter contratado irregularmente 70 ônibus e vans. Lopes ainda é investigado pelo Ministério Público de São Paulo por não aplicar os recursos mínimos exigidos por lei nas áreas de Saúde e Educação nos anos de 2003 e 2004. O ex-prefeito de Pedregulho, Anis David Filho (PMDB), que hoje trabalha como investigador de polícia, é acusado de dispensar o processo de licitação ao contratar 70 veículos (entre ônibus e vans) para transportar estudantes da zona rural para o centro da cidade e para Franca. As contratações foram feitas em 2001, assim que Anis Filho assumiu a prefeitura, e duraram um ano. Os valores dos contratos não foram revelados. O ex-prefeito foi ouvido pelo Ministério Público. Para o promotor de Cidadania, Alex Pires, que levou o caso à Justiça, Anis Filho usou mal o dinheiro público ao não abrir licitação para a escolha dos prestadores de serviço. “Agora ele deve apresentar explicações à Justiça. O processo está nas mãos do juiz Luiz Gustavo Giuntini de Rezende, aguardando seu pronunciamento”, disse o promotor, sem prever quando o processo será encerrado. [FOTO2] Se as irregularidades forem constatadas e acatadas pelo juiz, o ex-prefeito poderá perder os direitos políticos por até oito anos e ser obrigado a devolver aos cofres públicos tudo o que foi gasto com a contratação irregular do transporte escolar. RESPOSTAS O ex-prefeito Anis David Filho se defende. Para ele, não há ilegalidades. Ele diz que dispensou a licitação mediante a urgência para contratar as empresas de transporte escolar. “Agi conscientemente. O que fiz não foi ilegal. Fiz a contratação de urgência por seis meses depois prorroguei por mais seis. Se não fosse assim não tinha como transportar os alunos porque já estava em período escolar”, disse Anis, sem revelar os gastos efetuados com o transporte de alunos ao longo de um ano. Anis David diz não temer a sentença. “Não agi ilegalmente, por isso estou tranqüilo”.

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