O ex-prefeito de Patrocínio Paulista, Henrique Lopes (PMDB), é alvo de uma investigação do Ministério Público Estadual. Lopes teve as contas de 2003 rejeitadas pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado de São Paulo) e pela Câmara de Vereadores por não aplicar os recursos mínimos exigidos por lei nas áreas de Saúde.
A lei determina que toda prefeitura precisa investir todo ano 15% do seu orçamento na saúde. Lopes investiu 12,85%.
Os gastos com educação também ficaram abaixo do que determina a lei, que é de 25%. Foram gastos 18,83% com ensino fundamental.
O ex-prefeito também é acusado de extrapolar nas despesas com a folha de pagamento ao gastar 54,17% das verbas municipais, sendo que o limite é de 51,30%. Outra irregularidade apontada é o déficit de 9,83%. Lopes diz não se lembrar de quanto foi investido na educação e saúde.
Em 2004, o ex-prefeito voltou a cometer as mesmas irregularidades, o que levou o TCE a rejeitar novamente suas contas, que, em breve, serão analisadas pela Câmara de Vereadores. Entre as irregularidades apontadas, está o fato de Lopes ter aplicado apenas 14,74% na saúde e 17,22% na educação.
Henrique Lopes, que hoje lida apenas com agricultura, disse que recorrerá nos dois casos. “Sou candidato para as próximas eleições e não é essa rejeição das contas que vai me impedir de me candidatar”, disse ele.
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