Temporal deixa rastro de destruição e um prejuízo de R$ 2,4 MI


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Vista panorâmica da Avenida Antônio Barbosa Filho, nas proximidades do Posto Galo Branco, local inundado pelas chuvas. Ontem foi dia de limpeza e início das reformas
Vista panorâmica da Avenida Antônio Barbosa Filho, nas proximidades do Posto Galo Branco, local inundado pelas chuvas. Ontem foi dia de limpeza e início das reformas
Ruas esburacadas, desmoronamentos, pontes interditadas, destroços de carros que foram arrastados pelas águas, lixo e muito barro. Essa era a visão de ontem das Avenidas Doutor Ismael Alonso Y Alonso e Doutor Hélio Palermo, locais mais afetados pela forte chuva que caiu em Franca na tarde da última segunda-feira. A Secretaria de Obras realizou um levantamento dos problemas e, inicialmente, os prejuízos somam mais de R$ 2,4 milhões. Esse valor foi calculado com base nos danos causados pela chuva dos últimos dias, não se somando aos gastos de cerca de R$ 1 milhão aplicados na recuperação do Córrego dos Bagres (na região do Posto Galo Branco). “Os problemas estão concentrados entre o Pronto-Socorro ‘Doutor Janjão’ e a Rua Evangelista de Lima. As pontes da rotatória da Afonso Pena e da alça de acesso à Major Nicácio estão interditadas em razão de desmoronamentos nas laterais do Córrego Cubatão. Neste momento faremos somente as obras emergenciais, para liberarmos o trânsito. Esses gastos não estavam previstos no orçamento, não temos dinheiro”, disse a secretária de Obras, Valéria Marson. Valéria afirmou que as obras realizadas no Córrego dos Bagres, entregues há uma semana, não foram prejudicadas. “As obras não foram afetadas, mas os problemas das enchentes só serão solucionados quando terminarmos os trabalhos de alargamento do Córrego Cubatão. A continuação dessas obras está prevista para 2007, já que agora estamos na temporada de chuvas e não temos recursos disponíveis”, explicou. Na manhã de ontem, representantes da Prefeitura, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal e Polícia Militar se reuniram e elaboraram um ‘Plano de Emergência Preventivo’. Esse plano consiste em um monitoramento constante da Avenida Doutor Hélio Palermo e interdição em caso de alagamento. ‘NAUFRÁGIO’ Há menos de um mês, o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) comemorou o resultado da operação Tapa-buracos. Ele afirmou que, em seis meses, mais de 700 quilômetros de buracos já haviam sido recuperados. Ontem, apesar de muitas ruas e avenidas se encontrarem completamente devastadas, o prefeito disse que a situação está controlada e que não há necessidade de decretar estado de emergência. “Os estragos não foram gigantescos, prefiro esperar que algo mais grave como a queda de um canal aconteça, para que eu decrete emergência. As obras de recuperação dos problemas causados pelas chuvas só serão realizadas em 2007”, disse. Na ofensiva, o vereador Gilson Donizete Pelizaro (PT) apresentou, na tarde de ontem, um requerimento cobrando explicações da Prefeitura sobre as obras nas imediações do Córrego do Bagres. “Acho isso um desastre. As obras foram anunciadas com alarde de que os problemas das enchentes na região do Galo Branco iriam acabar e não foi isso que vimos na última segunda-feira”, disse o vereador. Pelizaro disse ainda que o ‘naufrágio’ das obras não causou surpresa. “Já havíamos alertado o prefeito Sidnei Rocha, sobre as conseqüências de uma obra mal estudada. Quero que as responsabilidades sejam apuradas, já que o dinheiro público está sendo utilizado nessas obras”, afirmou. Colaboraram Gabriel Cicilane e Renata Modesto

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