A Prefeitura anunciou, ontem, que processará o usuário Cristiano do Nascimento Boemia por racismo, lesão corporal e desacato ao guarda civil municipal (GCM) Alcides Ricardo Dias dentro do Pronto-Socorro “Dr. Janjão”. Boemia teria se alterado no interior da unidade e xingado o guarda de “negro”. Na seqüência, teria agredido o servidor público, que teve o nariz fraturado. A confusão aconteceu no último dia 20 e foi parar no 3º Distrito Policial, que investigará o caso. A vítima, as atendentes do PS e pacientes que teriam testemunhado a agressão serão chamados a depor.
De acordo com a Divisão de Comunicação, Boemia já teria chegado “nervoso” ao “Janjão”. Ao ser abordado pelo guarda, teria o ofendido. O chefe da GCM, Sérgio Buranelli, disse que, em momento algum, houve revide por parte do servidor. “O paciente chamou ele de ‘negão’ e, mesmo assim, ele não reagiu. Aí o usuário partiu para cima dele e acertou um soco em seu nariz. Agora, será processado”.
O secretário de Governo, Odair Tristão, além do aspecto criminal, não se esqueceu do prejuízo financeiro. Dias teria ficado dez dias afastado do trabalho. “A situação penal será apurada pela Polícia, mas resta ainda a questão referente aos danos à Administração Pública, com os quais o usuário terá de arcar”.
A reportagem tentou contato com Cristiano Boemia, mas seu nome não consta da lista telefônica de Franca, a Secretaria de Governo também não tinha o endereço ou o telefone de Boemia.
AGILIDADE CONVENIENTE
Tão logo soube do caso, a Secretaria de Governo determinou a abertura de uma sindicância na Comissão de Auditoria Interna. A firmeza da atitude não costuma se repetir quando a situação é inversa, ou seja, quando há suspeitas de agressões ou mau atendimento por parte dos servidores municipais. No final do ano passado, uma servidora municipal teria desferido uma “canetada” contra uma usuária da UBS (Unidade Básica de Saúde) do Jardim do Aeroporto e o fato só começou a ser investigado cerca três meses depois do ocorrido.
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