Concurso da Feac é anulado por cópia de questões de site


| Tempo de leitura: 2 min
O secretário Jerônimo Sérgio Pinto, que também é professor de português, cancelou o concurso ontem após a denúncia de que 14 das 15 questões da disciplina saíram de um site
O secretário Jerônimo Sérgio Pinto, que também é professor de português, cancelou o concurso ontem após a denúncia de que 14 das 15 questões da disciplina saíram de um site
Dos 1506 candidatos inscritos no concurso da Feac (Fundação do Esporte, Arte e Cultura), 1398 fizeram prova no último domingo. Pela manhã, compareceram os concorrentes aos cargos de ajudante geral (duas vagas) e técnico em informática (duas vagas). À tarde, foi a vez dos candidatos a escriturário (dez vagas) e motorista (duas vagas). A aplicação dos exames ocorreu de maneira tranqüila. E em vão. Na noite de ontem, o responsável pelo concurso e secretário de Administração e Recursos Humanos, Jerônimo Sérgio Pinto, decidiu anular as provas para todos os cargos. O motivo: 14 das 15 questões de Português do exame para o cargo de escriturário coincidem integralmente com perguntas contidas no site Por Trás das Letras (www.portrasdasletras.com.br). A página armazena 2000 questões de várias instituições sobre o assunto e fornece informações para estudos de gramática, literatura e redação. Entre as questões copiadas, há perguntas de vestibulares e concursos de todo o País reproduzidas literalmente. As questões de todas as provas foram formuladas por funcionários da Prefeitura especializados em cada matéria. No caso de Português, foi o próprio Jerônimo, que também é professor da matéria, quem montou o exame. O secretário diz que não conhecia o site Por Trás das Letras e que utilizou questões de um banco de dados próprio. “Ter utilizado as questões sem saber de onde eram pode ter sido uma falha, não me eximo dela. Só que ninguém sabia dessa coincidência, nem mesmo eu”. Jerônimo, que também é advogado, afirmou que não houve favorecimento a nenhum dos candidatos. “Moralmente, sabemos que não há nenhum envolvimento, mas por cautela jurídica resolvemos anular para restabelecer a transparência que eventualmente possa ser comprometida”. A Prefeitura gastou cerca de 10500 folhas de sulfite e um toner com a prova. Além disso, R$ 180 foram pagos aos fiscais do exame. “Como arrecadamos R$ 41 mil com as inscrições, lamento muito mais o tempo perdido e o transtorno causado do que o prejuízo material”, disse Jerônimo. As novas provas devem ser aplicadas no dia 7 de janeiro de 2007. O secretário ainda não sabe como serão formuladas as novas questões. Recentemente, a cópia de 27 das 30 questões de Direito da prova realizada pelo Centro Uni-facef (Centro Universitário de Franca) que pretendia selecionar dois advogados para a Câmara Municipal motivou ação de anulação do mesmo Paulo Borges. Ainda não há definição judicial sobre o caso.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários