Placar: 142 a 1. Em assembléia convocada pelo Conselho Deliberativo, associados da AEC (Associação dos Empregados do Comércio de Franca) votaram, no domingo, pelo afastamento da diretoria do clube e empossaram uma comissão interina que vai presidi-lo até o fim de janeiro, quando acontecem eleições para a sucessão. O conselho acusa o presidente afastado, Wilson Pedro de Souza, de ter cometido irregularidades à frente do clube e ter forjado uma auditoria nas contas da AEC. O presidente interino, José Antonio Filho, e outros nove associados assumiram a diretoria ainda no domingo. Para isso, tiveram de arrombar e trocar as fechaduras das principais salas da administração.
A pauta inicial da assembléia previa a destituição da diretoria. No entanto, por falta de quorum - um terço dos 1500 associados regulares teriam de estar presentes para a destituição -, apenas o afastamento foi votado. Sob vaias, Wilson Pedro de Souza deixou o encontro antes do final. Ele alega que não foi lhe dada oportunidade de defesa. “Convoquei cinco testemunhas que me auxiliariam a provar que não há irregularidades em minha administração. Elas simplesmente não foram intimadas pela direção da assembléia”, disse.
O advogado de Wilson Pedro de Souza, Reginaldo Carvalho, planeja buscar na Justiça a anulação da assembléia. “Era necessário que 500 pessoas estivessem aqui para que houvesse assembléia. Não se pode alterar a pauta assim”, disse. Foram registradas pelas catracas de entrada o comparecimento de 153 pessoas. Dez delas se abstiveram de votar.
O presidente do conselho e da assembléia, José Carlos Brigagão do Couto, rebate as acusações. “Foi dada a oportunidade para que ele (Wilson) enviasse a defesa por escrito. Não foi enviada.
Além disso, se ele contava com testemunhas, tinha de as ter convocado”, disse. “Em relação ao quorum, a partir do momento em que não há as 500 pessoas, exclui a destituição da pauta e vota-se o afastamento, que também consta no edital de convocação”, completou Brigagão.
AUDITORIA
O presidente interino José Antônio Filho afirmou ontem que abrirá caminho para uma auditoria nas contas da AEC. Ele acredita que possa finalizar o processo antes do dia 21 de janeiro de 2007, quando serão realizadas as eleições do clube.
Uma assembléia realizada em outubro de 2005, objeto de disputa judicial ainda não definida, já teria determinado uma auditoria externa nas contas do clube. A diretoria afastada contesta a determinação e acusa o conselho de tentar impor a empresa que realizaria a fiscalização. O conselho acusa a diretoria de frustrar a auditoria.
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