Placas do Lanchão provocam ‘racha’ entre Francana e Liga


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Eurípedes Gonçalves chora em entrevista onde comunicou o ‘racha’ entre a entidade e a Francana
Eurípedes Gonçalves chora em entrevista onde comunicou o ‘racha’ entre a entidade e a Francana
A Liga Amadora de Futebol anunciou, ontem à tarde, que desistiu da parceria com a Francana para cuidar do departamento de futebol do clube durante a Série A-3 de 2007. A informação foi dada depois que o técnico Wantuil Rodrigues aceitou treinar a equipe e havia acordo verbal para a contratação de mais de 11 jogadores, entre eles Elivelton, ponta-esquerda revelado pelo time do São Paulo, Tico Mineiro e Jaiminho. A última tentativa de um acordo deverá ser feita hoje, às 9 horas, no Gabinete do prefeito Sidnei Rocha. Ontem, ao saber do “racha”, ele convocou todos os envolvidos para uma reunião. O motivo do rompimento foi o desacordo da Liga e de seus patrocinadores com a diretoria de José Lancha Filho, que pleiteou continuar recebendo R$ 9 mil obtidos com oito placas de publicidade, instaladas no Estádio Lanchão. A decisão de acabar com a negociação aconteceu após o presidente da Liga, Eurípedes Gonçalves Silva, não conseguir que Lancha assinasse o contrato de parceria, ontem à tarde. O encontro dos dois aconteceu por volta das 14h30, no consultório do presidente da Veterana. O contrato, de três folhas e com 14 cláusulas, foi contestado pela diretoria do clube no seu artigo segundo. Nele está especificado que “será de direito integral da Liga toda e qualquer receita proveniente de publicidade que envolva o futebol profissional bem como (...) vendas de todos os espaços publicitários nos estádios (...)”. Lancha exigiu que o dinheiro de oito placas não fosse entregue à parceira. “Essas placas já estavam negociadas pela diretoria”, disse o diretor jurídico da agremiação, José Pedro Lancha. Atualmente existem 17 placas dispostas no estádio. Após o problema, Eurípedes não aceitou produzir uma quarta versão do contrato. A decisão final de abandonar o projeto foi dada depois de um contato com um dos empresários apoiadores do projeto da Liga, Lauro Pimenta. “Ainda falei para o Lancha: ‘O senhor não gosta da Francana. Acho que o clube vai acabar”, revelou Eurípedes durante entrevista coletiva convocada para explicar a retirada da entidade do processo. Logo em seguida, ele chorou. Uma outra discussão já havia acontecido com relação à receita que a atual diretoria esmeraldina se comprometeu a conquistar para o futebol profissional. “O Lancha pediu que os R$ 6 mil que teria para a comissão técnica não entrasse no contrato. Abrimos mão, mas das placas não teria como”, reclamou Marcos Silva, vice-presidente da Liga. A assinatura desse mesmo contrato estava prevista para acontecer no domingo, antes da final do Campeonato Varzeano, mas Lancha não apareceu ou mandou outro membro de sua diretoria. Lancha adiou ao menos por quatro vezes a rubrica do documento. Eurípedes Gonçalves ainda disse que desistiu de intermediar o repasse de R$ 15 mil que a Prefeitura faria para o futebol profissional da Veterana. “A Liga não irá intermediar esse negócio’, afirmou.

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