A exatos 20 dias do Natal, a lista de compras de presentes para a família já deve estar preparada. E entre videogames, perfumes, bicicletas e MP3, existe um item que pode fazer a alegria de muitas crianças, adolescentes e até adultos, além de ser uma ótima maneira de “ensinar” os mais jovens a assumirem responsabilidades. São os pets, ou animais de estimação. Meigos, carinhosos e companheiros, os bichinhos podem traduzir o quanto se gosta da pessoa presenteada, isso, claro, se se acertar na escolha. A única ressalva, nesse caso, é que o futuro dono tem de estar pronto para dedicar um pouco de tempo diariamente ao mascote.
Diferente de qualquer outro item presenteável, os animais de estimação devem ter a “cara” do futuro dono. Isso não quer dizer que o sortudo precise ter a língua azul para ganhar um cachorro da raça chow-chow (se diz chau chau este tipo de cão que tem a língua azul como se tivesse chupado um pirulito de groselha). Os animais têm personalidades distintas, por isso, é necessário “combinar” os perfis dos bichos e de seus futuros donos para que os dois não se “estranhem”. Um bom exemplo são as calopsitas, um psitacídeo da família das cacatuas (não é papagaio) originário da Austrália. Adoram ser bem tratadas e exigem muita atenção quando se sentem sozinhas. Portanto, se você pensou neste bichinho para seu irmão, mas sabe que ele é um pouco relapso na hora de dar atenção a alguém, saiba que a calopsita vai fazer um escândalo com seus “gritos” estridentes até que o dono lhe dê um pouco de carinho.
Segundo a médica veterinária Carolina Sampaio, dona de uma loja especializada em produtos para animais, é importante que se tenha certeza de que o presente será dado à pessoa certa. “Não adianta dar um peixe para quem é muito agitado. Nesse caso, talvez um cachorro seja mais a ‘cara’ da pessoa”, diz. Em seu pet shop, de pequenos hamsters a filhotes de pitbull são procurados para presente. “Na hora da compra orientamos os clientes para que não se sintam perdidos ou até errem na escolha. Pensamos sempre numa posse responsável dos animais”, diz Carolina.
SAÚDE
O cuidado com os animais vai além do acertar a personalidade. O jovem a receber um bicho de estimação terá de saber lidar com ele, aprender a alimentá-lo corretamente e cuidar de sua higiene. “Um animal de estimação é um ótimo método de ensinar noções de responsabilidade para o filho”, afirma Júlio Borges, estudante do curso de Medicina Veterinária da Unifran (Universidade de Franca). “É como cuidar de um filho. Afinal, é uma vida”, diz.
Os cuidados com os pets não precisam ser integrais, mas exigem atenção para evitar acidentes. Carolina conta que, na semana passada, um cliente chegou a seu estabelecimento com um cachorro com sintomas de intoxicação por veneno de rato. Segundo relato do dono, um empregado teria deixado armadilhas com pesticida contra roedores em locais ao alcance do cachorro, que o comeu achando ser ração. “A sorte é que a dosagem não foi muito alta e ele trouxe o animal rápido para administrar o antitóxico e o antídoto. Mas foi um caso que poderia ter sido evitado com os devidos cuidados”, explica a veterinária. Além disso, assim como os seres humanos, bichos de estimação têm de ser vacinados periodicamente, e receber doses de vermífugo.
Após pesar prós e contras, checar qual o mascote se encaixa no perfil da pessoa que pretende presentear e pesquisar a procedência dos bichinhos, um animal de estimação será, certamente, uma escolha exclusiva e que representará bastante carinho pela pessoa neste Natal.
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