Assembléia pode destituir presidente neste domingo


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AMEAÇADO - Wilson Pedro de Sousa, presidente do Castelinho, pode ser destituído em assembléia hoje
AMEAÇADO - Wilson Pedro de Sousa, presidente do Castelinho, pode ser destituído em assembléia hoje
O racha entre o conselho deliberativo e a diretoria da AEC (Associação dos Empregados do Comércio de Franca) terá mais um capítulo neste domingo. A partir das 9 horas, no salão social do Castelinho, uma assembléia com os associados pode definir a destituição do presidente do clube, Wilson Pedro de Souza. Os advogados de Wilson tentaram, em vão, cancelar o encontro na Justiça. Agora, prometem fiscalizar cada detalhe do encontro em busca de irregularidades que resultem no cancelamento de qualquer deliberação. O presidente do conselho, José Carlos Brigagão do Couto, garante que tudo será feito da forma mais correta para evitar contestações. “Existe uma programação e nós vamos seguir rigorosamente o edital. Será dada ampla defesa para a diretoria administrativa e o que for votado pelos associados será acatado pela presidência da Assembléia”. A destituição do presidente da AEC abrirá caminhos para que uma auditoria seja feita nas contas do clube. “O que o conselho quer é fazer uma auditoria e mais nada. Isso será colocado e será votado. Se aprovada a destituição, será nomeada uma comissão interina para comandar o clube”, disse Brigagão. O estatuto da AEC prevê o comparecimento de pelo menos dois terços dos associados para que uma assembléia de destituição da diretoria seja iniciada. Caso o quórum não seja preenchido no horário previsto para o início do encontro, uma hora depois, desde que um terço dos associados esteja presente, a assembléia pode começar. Atualmente, cerca de 1500 associados compõem os quadros da AEC. Isso quer dizer que pelo menos 500 pessoas terão de comparecer ao encontro. Reginaldo Carvalho, advogado de Wilson Pedro de Souza, diz que a diretoria do clube estará atenta para “o menor indício de irregularidade”. “A assembléia será filmada e a entrada dos associados será controlada por meio de catraca eletrônica. Qualquer erro que for cometido será comunicado à Justiça”, disse Carvalho. MESES E MESES Um festival de acusações entre a diretoria e o conselho da AEC marca a rixa que se arrasta há mais de um ano. Os conselheiros baseiam-se em supostas irregularidades nas contas da atual administração, apontadas por uma comissão de sindicância interna, para tentar afastá-la. A diretoria acusa o conselho de agir em defesa de interesses particulares. A validade de outra assembléia, realizada em outubro de 2005, é objeto de disputa judicial ainda não definida. O encontro dos associados teria reprovado as contas da diretoria e determinado uma auditoria externa. A diretoria contesta a determinação e acusa o conselho de tentar impor a empresa que realizaria a fiscalização. O conselho acusa a diretoria de frustrar a auditoria.

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