William nem pensava em ser o zagueiro titular de Mano Menezes, do Grêmio, quando um técnico já o acompanhava. Ele tinha apenas 14 anos e passava por testes no América-MG quando foi visto por Wantuil Rodrigues, 49. Apesar de não ter sido quem descobriu o jogador, Rodrigues declara uma grande admiração pelo atleta dentro e fora dos campos. “Conheço ele desde muito jovem. É sério, tem uma preocupação extrema com a família, principalmente com o pai e a mãe, e será um jogador que se tornará um bom técnico”, previu.
Do período em que foi da categoria de base em Minas Gerais, William teve acompanhamento constante de Wantuil. Tanto que seu nome foi um dos primeiros a serem lembrados para vir a Francana em 2002 para o Paulista daquele ano. E o treinador explicou os motivos: “Ele puxa o grupo para cima. Quando havia problema de salário atrasado, era quem acalmava os outros dizendo que o resultado final era o melhor para todos”, lembra-se o técnico. William e Wantuil trabalharam juntos em três clubes: o América-MG, Francana e Ipatinga-MG.
Outra característica que o técnico destacou no jogador é sua leitura de jogo, o que o tornou uma peça importante em situações de extrema pressão durante os jogos. “Para mim não é surpresa o William estar na lista entre os melhores do Brasileiro. Lembro-me da final do Campeonato Mineiro, em 2005, quando ele fez o gol da vitória e levou o Ipatinga a ser campeão em cima do Cruzeiro apos o placar de 2 a 1”, recordou. “E mais, havia 98 mil pessoas na decisão realizada no Mineirão. Não é para qualquer um”, admitiu Wantuil, torcedor confesso da Raposa . (RC)
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