Craque da bola


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Nesta segunda, no dia 4, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, William Machado de Oliveira, 30 anos, pode deixar seu nome escrito nos anais do futebol nacional como o melhor zagueiro de 2006. O prêmio “Craques da Bola” premia os jogadores do Brasileirão e é promovido pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol). Hoje defendendo o Grêmio e com contrato até dezembro de 2008, William é um exemplo. Humilde, explica por que concorre ao prêmio disputando com Fabão (São Paulo) e Índio (Internacional). “Sempre foi meu objetivo, mas isso não aconteceria se o trabalho do Grêmio não fosse em conjunto.” Um pouco de sua habilidade e também algumas amizades, William adquiriu em sua passagem de quatro meses na Francana. Nesse período foi vice-campeão Paulista da Série A-2. O ex-zagueiro esmeraldino não esquece do que passou no clube e lamenta o título não conquistado. O time chegou à final do Estadual, ganhou o primeiro jogo, mas perdeu para o Marília no jogo de volta, mesmo tendo vantagem de dois gols. “Infelizmente fomos vice, mas o futebol paulista é muito forte e eu acreditava que haveria repercussão em nível estadual. Foi uma oportunidade muito grande que consegui, o que me ajudou a chegar onde estou hoje”, declarou. William nasceu em Belo Horizonte e começou no futebol no time do América-MG. Lá conheceu o técnico Wantuil Rodrigues, o responsável por sua vinda a Franca. Antes da mudança para a Veterana, o atleta estava no Ipatinga, clube em que não conseguiu desempenhar seu melhor futebol por causa de seguidas lesões. “Não tive um começo muito bom e acabei perdendo espaço lá. Como já tinha trabalhado com o Wantuil, ele me chamou para a Francana. Rescindi com o Ipatinga para buscar novos ares”, recorda-se. Nem mesmo as instabilidades da Veterana o fizeram desistir de se arriscar, devido, segundo ele próprio declarou, à confiança no treinador. “Mesmo com a diretoria passando dificuldades para honrar seus compromissos, tinha certeza que eles iam sair daquela situação.” A verdade é que o bom período durou até o fim da competição daquele ano, já que a Francana caiu para a A-3, entrou em crise pelas dívidas deixadas por ex-diretorias e só agora, quatro anos depois, começa a surgir uma possível luz no fim do túnel com a parceria do clube e Liga Amadora de Futebol. O jogador, ao contrário, só cresceu. Voltou ao Ipatinga e disputou a Série C do Brasileiro. Transferiu-se para o Joinville, passou pela Portuguesa e voltou ao time de Santa Catarina entre os anos de 2003 e 2004. Há um ano foi campeão mineiro pelo Ipatinga, onde também disputou o estadual deste ano. No fim do primeiro semestre foi contratado pelo Grêmio para o Brasileirão.Enfim, aos 29 anos, realizou o sonho de jogar em um grande clubeødo Brasil. Começou na reserva, ganhou posição e agora é titular. A recompensa veio com a renovação de seu contrato até 2008. Mas ele não esquece o passado. Nem Franca. “Acho que Franca tem proximidade com Minas e por isso me identifiquei. Alguns dos meus amigos estão aí, desde quando morei na Travessa Breda. O Rambo, a Alana Bessa, a Sandra, o Marcelo Flores e a Ariane. Visitei a cidade só no ano passado e já estou com saudades deles. Avise que ainda vou aparecer”, pediu o jogador, por telefone, à reportagem do Comércio.

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