O time de Caçapava espera ter um ônibus de torcedores para ajudar a empurrar o time da cidade, que tem 80 mil habitantes. A cidade fica a pouco mais de 160 quilômetros do local do jogo. O grupo se formou com o apoio da prefeitura local e é comandado por José Afonso da Fonseca, 47, que trabalha com o futebol feminino há sete anos. “A maioria das jogadoras começaram a jogar juntas neste ano e tivemos a felicidade de disputar o título”, comemorou o técnico, que acumula trabalhos em campeonatos amadores na região de Caçapava, localizada no Vale do Paraíba.
Há quase 20 quilômetros de São José dos Campos, o time da cidade tem cinco jogadoras de São Paulo, cinco do município vizinho e 11 atletas locais. “E vamos precisar trazer novas jogadoras para disputarmos a Série A-1. Tenho um bom grupo, mas é preciso reforçá-lo. Será preciso também correr atrás do apoio da iniciativa privada para patrocinar a equipe”, previu o técnico sobre os obstáculos para se tornar competitivo na próxima divisão.
Franca também está na Divisão Especial. As duas equipes que chegaram à final da A-2 garantem o acesso para a elite do futebol feminino, onde jogam Saad, Juventus, Limeira, Santos e Rio Branco. Sobre a briga pelo título neste domingo, em Campinas, Afonso faz questão de não se gabar da vantagem de não ter perdido para Franca nos dois últimos confrontos. “Franca tem uma boa equipe e isso nos deixa alerta.” (RC)
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