Seis dias de chuva depois... os buracos


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O pequeno Caiqui Gabriel, 7, ‘brinca’ no meio do lixo acumulado nos buracos, na Rua Maria Cecília Taveiro, no Ana Dorotéia
O pequeno Caiqui Gabriel, 7, ‘brinca’ no meio do lixo acumulado nos buracos, na Rua Maria Cecília Taveiro, no Ana Dorotéia
Buracos e mais buracos. Transitar pelas ruas de Franca se tornou um desafio. As fortes chuvas desta semana tornaram a situação ainda mais crítica.Moradores dos bairros Cambuí, Vila Raycos, Vila Isabel e Residencial Ana Dorotéia convivem diariamente com o problema há anos e se sentem abandonados pelo poder público. “Não adianta nada. O tanto que já liguei e falei com várias pessoas na Prefeitura, mas eles só prometem. Faz cinco anos que moro aqui e nada de concreto foi feito até agora”, desabafou a dona de casa Aparecida Maria Rodrigues, 41, moradora do Ana Dorotéia. Andar pelas ruas do bairro é quase impossível. Sem asfalto, a situação no local é uma das mais caóticas da cidade. Lama, buracos e muito lixo acumulado, essa é a visão das ruas no Ana Dorotéia. Uma das piores é a Rua Maria Cecília Taveiro, que não oferece condições de tráfego. Os moradores só saem e entram em suas casas a pé, pois de carro ou moto é impossível. “Estamos ‘presos’ dentro de casa, não temos como tirar o carro da garagem. O lixo que desce da enxurrada fica tudo no meio da rua, dentro dos buracos. Baratas, ratos, cobras e escorpiões são comuns dentro de casa”, disse a costureira Edna Amâncio Teixeira Lopes, 42. Percorrendo outras ruas da cidade, a reportagem do Comércio detectou vários locais precários. A Rua Ramon Antolin Hernandes, no Jardim Cambuí, possui uma cratera de aproximadamente um metro de profundidade. Uma criança de 11 anos cabe dentro dela. “Toda época das chuvas é a mesma coisa. Moro aqui há três anos e a situação nunca muda. Já liguei várias vezes na Prefeitura e a única coisa que fazem é jogar terra, o que não adianta nada, pois a chuva vem e leva tudo embora”, afirmou o vendedor autônomo Clever Rocha da Silva, 34. O pespontador Fernando Veloso Nunes, 23, morador na mesma rua no Cambuí, já caiu de moto em frente a sua casa. “Eu estava chegando, fui desviar de um buraco e caí em outro. Parece brincadeira, mas não adianta nem reclamar. A Prefeitura não está preocupada com a periferia”, disse. A cinco quilômetros, na Vila Raycos, um outro morador sofre o mesmo drama. “Os buracos na Rua Salvador Mazini e a falta de galerias fizeram com que a água infiltrasse na minha casa. Rachou o chão e o muro está frouxo. Quero saber quem vai pagar os prejuízos”, indagou o microempresário Zaqueu Alcides Gurgel, 40.

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