Projeto de lei do prefeito Sidnei Rocha (PSDB) pretende alterar as formas de calcular as várias taxas municipais. Se aprovada pela Câmara, as mudanças não serão poucas e podem resultar em reajuste no valor pago em muitos dos casos. Os valores passarão a ser vinculados à UFM (Unidade Fiscal do Município) e, por isso, sofrerão atualizações a cada ano. As principais mudanças devem ocorrer na Taxa de Fiscalização de Estabelecimentos e Ambulantes.
O secretário de Finanças, Sebastião Ananias, diz que o projeto servirá para atualizar a tabela de taxas. “A lei que regulamenta a cobrança é de 1968. Além de valores defasados, há casos que nem são contemplados pela legislação”. A fiscalização de torres de telefonia celular, de eventos realizados em instalações temporárias e publicidade em meios modernos são exemplos citados por Ananias.
O Comércio não conseguiu a tabela de taxas na Secretaria de Finanças ontem. A reportagem só conseguiu a informação, por fontes não oficiais, depois das 17 horas. Apesar de vários telefonemas para a Prefeitura e para seu celular, Sebastião Ananias não foi encontrado para esclarecer as várias dúvidas resultantes da comparação entre a velha e nova tabela. No entanto, uma análise simplificada indica que alguns estabelecimentos sofrerão um reajuste significativo.
No caso das agência bancárias, o aumento pode ultrapassar 2.100%. De acordo com as tabelas, hoje, uma agência bancária paga R$ 149,34 por ano para operar na cidade. A nova lei aumentará esse valor para R$ 3.191,80. Os postos de gasolina também podem se preocupar. Os R$ 49,78 pagos hoje saltariam para R$ 298,65, um aumento de quase 600%.
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