Aposentados juntaram mais 260 toneladas


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Casos como o do aposentado Ernesto Feliciano não são incomuns no Brasil. Situação semelhante aconteceu em Porangaba (SP) na semana passada. Durante 20 anos o aposentado Enos Antunes do Amaral, de 62 anos, acumulou toneladas de lixo em sua casa, situada na área central da cidade. Ele juntou em casa todos os entulhos que considerava útil. E foram muitos: 16 toneladas. Os vizinhos que já não suportavam o mau cheiro da residência o denunciaram à Vigilância Sanitária da cidade. Na casa foi encontrado um depósito de jornais velhos, quadros, livros, louças e panelas. Em meio ao lixo ainda haviam restos de alimentos, ratos, fezes humanas e até gatos mortos. A prefeitura interditou o imóvel e recolheu os entulhos. Foram necessárias 53 viagens de caminhão para retirar o material que depois foi incinerado. O aposentado foi retirado da casa e levado para uma pensão. Outro caso ainda mais absurdo ocorreu na capital em setembro. A espanhola Violeta Martinez, 78, armazenava 250 toneladas em sua casa no bairro nobre de Itaim Bibi. Incomodados com o cheiro forte que exalava da casa, vizinhos chegaram a pensar que Violeta estava morta e chamaram a polícia. Mas os policiais não encontraram ninguém na casa. A Prefeitura de São Paulo retirou em dois dias 24 caminhões de lixo. A casa tinha móveis velhos, latas vazias, restos de comida, bicicletas destruídas e todo tipo de sucata. Os entulhos foram recolhidos e levados a um aterro sanitário. Na mesma semana, Violeta se apresentou no 15º DP de Itaim Bibi com seu filho. Os dois foram indiciados por perigo contra a vida de outrem, infração sanitária e posse ilegal de armas de fogo porque dentro do lixo a vigilância encontrou pólvora. “Não gosto de ver coisas boas jogadas na rua”, disse Violeta em depoimento à polícia.

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