Idoso deixa garagem e vai para o Lar de Ofélia


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O pedreiro aposentado morou na garagem na casa do irmão até a noite de quinta-feira, quando foi removido para um asilo
O pedreiro aposentado morou na garagem na casa do irmão até a noite de quinta-feira, quando foi removido para um asilo
O pedreiro aposentado Luis Carlos Bernardes da Silva, 73, deixou a garagem na casa de seu irmão, no Jardim Lima, para viver no Lar de Ofélia. Depois de passar três semanas morando no local, com apenas uma cama de solteiro, usando um balde como vaso sanitário e uma bacia para tomar banho, foi transferido. Para piorar, ele tem câncer na garganta. A família alegava não ter espaço para acolhê-lo dentro de casa. A mudança aconteceu uma semana depois que o Comércio da Franca publicou reportagem sobre a situação. O Ministério Público foi informado pelo jornal sobre o caso e solicitou que a assistência social da Prefeitura visitasse o local. As técnicas do Creas (Centro Especializado de Assistência Social) estiveram na residência na quarta-feira, mesmo dia em que apresentaram o relatório ao Promotor do Idoso, Décio Piola. Anteontem, Piola solicitou vaga para o idoso no Lar de Ofélia. “O relatório social apontou que estava em situação de risco. Comprovamos tudo o que a reportagem mostrou e agimos rápido para resolver o problema”, disse o promotor. A assistente social da instituição, Eliane Bertoldi, esteve na casa na noite de quinta-feira e levou Luis Carlos para o asilo. “A situação dele estava mais crítica ainda. As telhas da garagem se romperam com as chuvas desta semana e ele precisava ser retirado com urgência. Como quis ir para o abrigo, o levamos na mesma hora”, disse ela. No asilo, Luis Carlos tem assistência médica, odontológica, enfermeiro por 24 horas, fisioterapeuta, assistência jurídica, oficinas terapêuticas, refeições e abrigo. Os R$ 350 do BPC (Benefício de Prestação Continuada) por mês deverão ser repassados para a instituição. Eliane aguarda a entrega dos documentos do paciente pelo irmão para que ele possa ser reencaminhado para tratamento no Hospital do Câncer. Ele abandonou as medicações há três meses. O Ministério Público acompanhará o caso. “Temos de resguardar a pessoa dele”, concluiu Décio Piola.

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