Comércio da Franca -Por que continuar à frente da Francana? O senhor não parece satisfeito em repassar o futebol à Liga Amadora de Futebol?
José Lancha Filho - Só faço isso, ou seja, continuar no clube com esse sacrifício pessoal, por uma única razão: porque vamos passar o futebol para a Liga (Amadora de Futebol). Houve alguém que se interessasse pelo futebol do clube. Estamos disposto a trabalhar em sintonia. Nós não vamos magoar a Liga em nenhum instante.
Comércio - A intenção é todos estarem juntos, Liga e Francana, para cuidar do clube?
Lancha - Sim. Não podemos mais viver mais o drama que foi esse ano (o time quase caiu para a Série B do Paulista). A gente faz uma coisa, com a melhor das intenções, uma parte da imprensa apóia, outra parte critica. Por que não jogar juntos? Nós nunca, nunca, em sã consciência, tomamos uma atitude desonesta em relação à Francana. Nunca cortamos bife por economia como falaram.
Comércio - O Fahim (Neto) e o Gustavo (Vilaça, ambos vices) se afastaram do clube...
Lancha - Todo mundo se afastou. Primeiro porque é uma luta inglória. O torcedor, em momento nenhum em 2006, deu o apoio que a Francana precisava. Fizemos nove jogos em casa e o clube teve rendas inferiores a R$ 1 mil.
Comércio - O que faltou então?
Lancha - O que faltou não foi credibilidade. Falta amor ao clube. Mas amar não é só ir lá quando o time está ganhando. É chegar na diretoria e falar: ‘tem um grupo de amigos que quer ajudar’. Isso não existiu. Recebi duas manifestações de torcedores que foram ao meu consultório e deixaram colaborações.
Comércio - Qual o primeiro passo neste novo mandato?
Lancha - O primeiro ato será a assinatura do contrato com a Liga. Queríamos fazer um coquetel, uma festinha aqui na sede. A Liga, no entanto, decidiu fazer o encontro no estádio, domingo, na final do Varzeano.
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