Um grave acidente na manhã de ontem, na alça de acesso da Unifran para a Rodovia Ronan Rocha, deixou um saldo de três mortos, duas pessoas inconscientes, três em estado grave e 12 feridos. A tragédia envolveu um Fusca, um caminhão tanque com carga perigosa e um ônibus de estudante que saia da faculdade.
Segundo testemunhas, o carro teria causado o acidente, pois trafegava na contramão quando colidiu de frente com o caminhão.
O ônibus, que vinha logo atrás, tentou desviar e bateu na traseira do caminhão. Três vítimas - os dois passageiros do fusca e o motorista do ônibus - morreram na hora. A tragédia, que assustou os desavisados, era um simulado do Corpo de Bombeiros para celebrar a Semana do Trauma (lesões causadas por acidentes de trânsito, quedas, atropelamentos).
A ação envolveu 37 profissionais do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal, Concessionária Autovias, Defesa Civil e funcionários da Cipa (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) da Unifran e foi considerada como um teste para verificar o tempo de resposta no socorro às vítimas.
Além disso, a simulação teve como objetivo conscientizar a comunidade sobre a gravidade dos acidentes de trânsito. “Por dia recebemos cerca de 60 chamadas, entre resgate e 192, e em casos como esse, o número de vítimas é maior do que a demanda de ambulâncias. Os jovens, principalmente, precisam saber que o trânsito no Brasil mata mais que uma guerra”, disse o capitão Alexandre do Corpo de Bombeiro. A Cetesb ainda foi chamada para fazer a descontaminação do local, pois o caminhão estava carregado de gasolina e próximo do local há um córrego.
O grau de realismo do simulado impressionou quem passava pela região e não sabia da encenação. As vítimas (todos estudantes da Unifran) estavam sujas de sangue e gritavam de dor. Uma senhora chegou a chorar de desespero, antes de ser informada de que se tratava de uma simulação.
Durante o socorro, as equipes também fizeram a triagem de vítimas para agilizar o atendimento. Os mortos foram colocados primeiro em uma lona preta, em seguida os que necessitavam de maior emergência em uma lona vermelha, na sequência os em estado grave em lona amarela e as vítimas com ferimentos leves, por último, em uma lona verde. “Aqui a gente pode errar, mas se um dia infelizmente acontecer, teremos que acertar. Descobrimos inclusive que faltou profissionais para dar suporte aos familiares”, conclui o capitão. A simulação durou cerca de uma hora.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.