Quadrilha reúne integrantes de três Estados


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Em conversa com investigadores, Wilton disse que pretendia roubar um ônibus com outros três criminosos na região de Penápolis quando foi preso. Seus comparsas conseguiram fugir, mas Luciano Marques de Menezes, 29, foi executado três dias depois com 16 tiros em um bar de Quirinópolis. “O Luciano era o caixa da quadrilha e teria sido morto pelos companheiros por causa de um desacerto. O próprio Wilton nos contou que ele era meio psicopata e muito violento. Teria sido morto por tentar enganar os comparsas na hora de fazer a divisão dos lucros”, disse o delegado Murari. De acordo com a DIG, a quadrilha seria formada por dois bandidos de Ribeirão Preto, dois de Quirinópolis, dois de Uberaba e os demais de Uberlândia. Até o momento, não foi comprovada a participação de criminosos de Franca no esquema, mas a polícia não descarta a possibilidade. A quadrilha é a principal suspeita de ser a autora dos roubos ocorridos nas rodovias que cortam a região e de ter assassinado um motorista em Miguelópolis no mês passado. “Vamos fazer o exame de balística nas armas apreendidas, pois há fortes indícios da participação do bando no latrocínio”. Celulares de vítimas roubadas em Casa Branca (SP) em novembro foram achados com parentes de Wilton em Quirinópolis. Ao Comércio, Wilton admitiu ter sido detido com armas pesadas em Penápolis, mas negou participação nos assaltos. “Não tenho nada a ver com isso. Estava com o pessoal que tinha as armas. O dono do carro, que morreu depois, me pediu para levar o carro e entregar para eles. Fui levar e aconteceu isso. Como tenho passagem por 157 (roubo) querem que assuma o que não fiz”.

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