Trajano assume dívida de R$ 20 mi


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O presidente da Fundação Civil Casa de Misericórdia de Franca, Onofre de Paula Trajano, disse ontem, na Câmara Municipal, durante a prestação de contas aos vereadores, que a dívida da instituição atualmente é de R$ 20,4 milhões. Em 2004, quando assumiu o cargo de provedor, os débitos eram de R$ 16 milhões. Trajano disse que, apesar do crescimento da dívida, a situação era para estar pior se ele não fosse, quase todos os meses, a São Paulo e a Brasília pedir recursos dos governos estadual e federal. A participação da população também foi exaltada pelo presidente. “Somente as pessoas físicas já colaboraram com mais de R$ 3 milhões, fora as subvenções que consegui nas esferas governamentais. Pena que, ainda assim, a dívida esteja nesse patamar”. Um dos fatores que, segundo a prestação de contas de Trajano, colaboraram diretamente para o crescimento da dívida da Santa Casa, foi o aumento no número de atendimentos. Foram 64 mil por mês, em média, até o fim de setembro deste ano, contra 61 mil por mês em 2005 e 51 mil por mês em 2004. Onofre Trajano aproveitou a ocasião para reforçar que não permanecerá à frente da Santa Casa a partir de fevereiro do próximo ano. Disse que continuará somente no Hospital do Câncer, mas não em cargos de diretoria. “Carreguei o andor até agora, mas não tenho mais condições de continuar”, disse. O vereador Marcelo Valim (PSDB), principal crítico da administração da Santa Casa na câmara de vereadores, retirou-se do plenário durante a prestação de contas feita por Trajano e pelo superintendente, Fernando Bueno, e não questionou dado algum.

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