Tecido cerebral mantém Marcela viva


| Tempo de leitura: 1 min
Os sete dias de vida de Marcela de Jesus Galante Ferreira têm surpreendido aos familiares e médicos que tiveram contato com ela. As previsões iniciais eram que não viveria mais de dois dias. O neurologista Danilo Bertoldi explica que Marcela nasceu sem o cérebro, mas preservou uma pequena quantidade de tecido cerebral constituído principalmente pelo bulbo, que é um alongamento da medula espinhal e responsável por controlar importantes funções do organismo, tais como: a respiração, como é o caso de Marcela, que respira sem ajuda de aparelhos; o ritmo dos batimentos cardíacos e certos atos como conseguir sugar o peito da mãe, que o bebê de Patrocínio Paulista também consegue fazer. “É como se os órgãos estivessem funcionando automaticamente, mas as duas paradas respiratórias que ela teve mostram que ela pode estar enfraquecendo”, disse Danilo Bertoldi, preferindo não fazer nenhuma nova previsão sobre o tempo de vida de Marcela. “Se as paradas respiratórias se repetirem por longo tempo podem comprometer o pulmão”. Há bebês anencefálicos que surpreendem a medicina. Há casos de morte no útero e outros que vivem apenas alguns minutos após o nascimento. Mas há casos como de uma menina, nascida em Brazilândia (DF), que viveu três anos. Mas, numa pesquisa pela Internet, o que se constata é que a maioria dos bebês anencefálicos sobrevive, no máximo, quatro dias.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários