Polícia investiga matança de pombos


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MISTÉRIO - Centenas de pombos apareceram mortos na manhã de ontem na Praça da Catedral
MISTÉRIO - Centenas de pombos apareceram mortos na manhã de ontem na Praça da Catedral
A presença de pombos na Praça da Catedral sempre foi polêmica. Por inúmeras vezes, a hipótese de um extermínio em massa foi cogitada por causa da possibilidade de transmissão de doenças. Embora nunca tenha se chegado a um consenso, tudo indica que a sentença de morte das aves já tenha sido decretada. No fim de semana, centenas de pombos foram encontrados mortos no Centro da cidade. A princípio pensou-se que a forte chuva que caiu em Franca fosse a responsável pela matança. Mas a Polícia Civil acredita em envenenamento coletivo e abriu inquérito para apurar a autoria. A descoberta das aves mortas aconteceu no início da noite de domingo. Várias famílias se divertiam na praça quando viram os pombos caindo da rede de energia elétrica, árvores e marquises de prédios. “Até parecia uma chuva. Alguns pombos caíam mortos, enquanto outros se debatiam e espumavam pela boca. Algumas rolinhas e outros pássaros também morreram”, contou o sapateiro Carlos Roberto dos Santos, 31. Indignados com a morte dos pombos, populares se dirigiram ao Plantão Policial e registraram um Boletim de Ocorrência. Funcionários da Prefeitura passaram a manhã de ontem recolhendo as aves das ruas centrais de Franca. Estima-se que cerca de 300 pombos tenham morrido. Durante a limpeza na praça foi encontrada uma caixa com 10 garrafas cheias de um líquido estranho. O material foi apreendido e encaminhado para análise. Resquícios de veneno para rato também teriam sido vistos misturados a milhos jogados aos pombos na Praça Barão. A ocorrência será investigada pela equipe do 1º DP. “Em que pese os problemas causados pelas aves, elas foram mortas de maneira cruel. Determinei aos nossos investigadores que acompanhem o caso e apurem responsabilidades”, disse o delegado Luiz Carlos de Almeida Souza. Segundo o policial, caso se confirme o envenenamento, o autor responderá por crime contra a fauna. A pena prevista vai de três meses a um ano e quatro meses de detenção. A incidência de pombos na área central de Franca é alvo de inúmeras reclamações de comerciantes, entidades ambientais e promotores. Autoridades locais já se reuniram várias vezes para tentar buscar uma alternativa para o problema. Sob a alegação de que as aves são transmissoras de graves doença, já cogitaram exterminá-las, mas a idéia nunca foi colocada em prática devido às reações contrárias.

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