A notícia de que um bebê anencefálico (sem cérebro) nasceu na Santa Casa de Patrocínio Paulista se espalhou por toda a cidade. Em poucos minutos andando pelas ruas da cidade é possível encontrar alguém que faça questão de demonstrar solidariedade aos pais de Marcela. Para a maioria, que tem a fé como maior argumento, a família tomou a decisão certa: ter a filha ao invés de abortar.
A dona de casa, Ilma Barbosa, 21, disse que se estivesse no lugar de Cacilda teria tomado a mesma atitude. “Achei muito bonito o que ela fez e com certeza ela deve estar dando muito carinho à filha”, disse. O supervisor técnico, Gianluca Golineli, 28, vem acompanhando o caso desde o início pelo Comércio. “Ela é uma mãe muito corajosa e se apegou na fé para ir contra a ciência. A fé prova coisas improváveis, mesmo que a ciência diga o contrário”, disse.
A secretária Amirian Pateis, 34, ressaltou que a fé da família é de fundamental importância para enfrentar esse momento e fez uma pergunta difícil: “Já pensou se acontece da criança não morrer?”.
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