Jogadora teve de convencer até a mãe para jogar futebol


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Vida de jogadora de futebol, ainda mais não-profissional, não é nada fácil. Elas precisam vencer as dificuldades de estrutura dos seus times e as adversidades e preconceitos de muitas pessoas para calçar as chuteiras. Lígia Bernardes da Silva, 19, lateral da equipe Franca que joga neste domingo, contra Bragança Paulista, no Estádio do Internacional, às 16 horas, conhece bem o que é isso. Ela precisou convencer a mãe, que não concebia a filha em uniforme de futebol, e dividir sua preocupação e o seu tempo em jogar bola, conseguir um emprego para ajudar em casa e chegar à faculdade. Hoje, ela já superou todos esses obstáculos, depois de sete anos na luta. “Foi uma coisa que não é inesperada. Muita gente acreditou que a equipe poderia ser cada vez melhor. Antes tínhamos de treinar por conta própria, pagar passe de ônibus, academia. Agora estamos jogando para chegar ao título, consegui uma bolsa de estudos, por jogar no time, para fazer educação física e estou estagiando na Apae”, contou Lígia sobre as atuais conquistas. A mãe dela, a auxiliar de enfermagem Rosângela Bernardes da Silva, 44, não só aceitou a decisão da filha como agora é ela quem a ajuda na recuperação de lesões e controla sua alimentação. O pai, um policial militar, é o massagista da equipe. “Eu jogava com meus irmãos e ele já adorava. É um trabalho voluntário”, contou. Esforços individuais para conquistas coletivas.

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