Como leitor assíduo deste jornal, ao qual sempre fiz grandes elogios, me julgo, agora, no direito de criticá-lo. Em relação ao editorial “OAB em Debate”, quem o escreveu deve ter sido muito mal informado pelo repórter que esteve no debate. Talvez tal fato se deva ao despreparo do profissional encarregado de fazer a matéria. Na verdade os candidatos trataram de questões éticas e de prerrogativas, tudo na forma séria com que devem ser tratadas, inclusive com a proposta de pleitear um tribunal de ética em Franca. Assim, não é verdade quando se afirma que não foi falado de deveres dos advogados. Com certeza seu repórter, não acostumado com a forma jurídica própria do meio, não conseguiu traduzir o que foi falado. É necessário deixar claro que falava-se para advogados, pois o debate se deu para que os candidatos apresentassem suas propostas. Franca tem mais de 1400 advogados. Vejo, no entanto, que este veículo tem dado um tratamento injusto a nós, operadores do Direito, em função de seu desconhecimento e com base em algumas condutas que depõem contra todos os advogados.
(...) Os senhores têm pregado regime de exceção e o julgamento sumário através do jornal. A Ordem não é conivente com a ilegalidade ou imoralidade, mas não se dobrará ao clamor de adotar um regime de justiceiros. O respeito ao devido processo legal é a garantia da liberdade, inclusive a de imprensa.
Se os senhores forem parcimoniosos e incorporarem um espírito de justiça não poderão negar que os 1400 advogados de Franca gozam de respeito e admiração perante a sociedade francana, em que pese o esforço deste jornal e de alguns radialistas em tentarem destruir. (...) Espero que tenham a humildade de reconhecer a injustiça de suas palavras.
Alexandre Cesar Lima Diniz
é advogado e leitor do Comércio da Franca
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