‘Já pedi ajuda para gente morta’


| Tempo de leitura: 1 min
A operadora de telemarketing Terezinha Lisboa, 46, fez revelações bombásticas sobre o sistema de arrecadação da Abrapec. Afastada por motivos de saúde, ela procurou a Procuradoria da República para denunciar a fraude. A mulher diz que agora quer ajudar as autoridades e que está arrependida de ter enganado muitas pessoas. Comércio da Franca - O que era exigido das operadoras de telemarketing? Terezinha Lisboa - Nós tínhamos que atingir uma meta mensal que era dividida em meta diária. Enquanto não conseguíamos a meta do dia, não podíamos ir embora. Comércio - Qual era sua meta? Terezinha - Em torno de R$ 200 por dia. Nos meses de outubro a dezembro, já cheguei a arrecadar R$ 33 mil por mês. Comércio - Para quem você pedia doações? Terezinha - Para pessoas que, às vezes, pegava o dinheiro do ‘pão de cada dia’ para doar à entidade. Comércio - Você fala sobre a situação do paciente? Terezinha - Podia passar as dificuldades do cadastrado. Uma vez denunciaram na rádio Difusora a campanha para uma mulher que já morreu. Era minha amiga de trabalho que, sem saber, estava fazendo a campanha dela. Eu mesmo já pedi ajuda para gente morta. Comércio - Você aceitava outro tipo de doação sem ser dinheiro? Terezinha - A orientação era para não pegar e tentar convencer a pessoa a dar dinheiro (o motoboy buscava a doação na casa das pessoas). Somente quando não tinha escapatória é que se aceitava. Comércio - Você está arrependida do que fez? Terezinha - Estou. Fiquei até doente quando fiquei sabendo que estava enganando as pessoas. Por isso estou afastada da Abrapec. Só tenho a pedir desculpas ao povo de Franca.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários