Quem for assistir a uma disputa de luta olímpica deve ficar inquieto com as roupas que os lutadores usam, todas elas coladas ao corpo. Imagine o estranhamento se os competidores voltassem ao início do período moderno da Olimpíada - a primeira foi realizada em 1896, em Atenas’, na Grécia - quando se passava óleo e a competição era realizada em caixas de areia.
A verdade é que até mesmo os próprios lutadores iniciantes demonstram desconforto com suas vestes. Um dos motivos é porque muitos, atualmente, migram do judô e do jiu-jitsu, onde é usado o quimono.
“Eu reconheço, é muito esquisito. No começo eu me sentia nua e até um pouco envergonhada”, revelou Fernanda Peres, atual campeã brasileira de luta olímpica feminina 44 quilos, que começou no judô.
Luiz Ferreira é um pouco mais desinibido. O campeão brasileiro na categoria grego-romano 55 quilos disse que a roupa colante define a musculatura e ajuda na auto-estima. “Estranhei no começo, mas logo comecei a gostar. Hoje em dia uso até mais apertado do que antes porque com os exercícios a gente define mais o corpo”, brincou o lutador, que antes praticava o jiu-jitsu e ainda é professor dessa luta.
Apesar de algumas semelhanças entre as modalidades, a luta olímpica tem suas particularidades. No estilo livre, o competidor pode dar golpes acima e abaixo do quadril. Já na grego-romano, a luta “oferecida aos deuses” desde a antiguidade das Olimpíadas, os golpes são aplicados somente do quadril para cima. (RC)
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