Huka huka


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Os campeões brasileiros Luiz Ferreira, de uniforme azul ao centro, e Fernanda Peres, de vermelho e amarelo, com a equipe de luta olímpica de Franca
Os campeões brasileiros Luiz Ferreira, de uniforme azul ao centro, e Fernanda Peres, de vermelho e amarelo, com a equipe de luta olímpica de Franca
Uma luta que carrega séculos de história e possui semelhanças com a huka-huka, um confronto tradicional dos jovens índios do Alto Xingu. O objetivo de ambos os estilos é derrubar o oponente com as costas no solo. Mas a luta olímpica começou na Grécia, com as Olimpíadas em 708 a.C e nem o imperador Teodósio I, que decidiu acabar com os jogos, conseguiu extinguir a modalidade. Com Pierre de Frédy, conhecido como Barão de Coubertin, o espírito olímpico retornou, em 1896, e na mesma onda essa luta também voltou ao seu glamour. Após todo esse período, Franca decidiu não ficar de fora de parte da história dessa modalidade e formou uma equipe neste ano, já com o calendário preenchido por duas importantes competições: a dos 70º Jogos Abertos, realizados em setembro, e a V Copa Internacional, a ser realizada entre hoje e amanhã. E tudo começou na cidade devido a algumas semelhanças da luta com o judô e o jiu-jitsu. “Quando vi que era um estilo parecido, resolvi inscrever a cidade nos Abertos”, disse a técnica Luzia Lourenço de Souza Oliveira, que iniciou o esporte em Franca. Nos Jogos de São Bernardo do Campo, mesmo sem experiência, dois lutadores conquistaram uma prata e o outro um bronze. “Nós fizemos um estudo das regras aqui em Franca, mas lá em São Bernando eu cheguei sem saber muita coisa”, lembrou Helena Romanelli, que fez parte da equipe que disputou os Abertos. Agora, o sonho dos cinco lutadores da equipe nesta copa, que acontece no Ginásio Rodrigão, em Praia Grande, litoral do Estado, é conquistar uma vaga para o Pan-Americano do Rio de Janeiro, em 2007. André Bispo, o Jakão; Adriano Polo, Carlos Alberto Zacarias, Helena Romanelli e Juliana Basseto viajaram ontem com a técnica para participar da competição. “Confio no pessoal que vai lutar”, afirmou Luzia. O interesse em se aprofundar no assunto é tamanho que Luzia conseguiu fazer um intercâmbio de luta olímpica, trazendo para a cidade dois lutadores da seleção brasileira. Fernanda Peres, da categoria 48 quilos feminino, e Luiz Ferreira, do estilo grego-romano 55 quilos, tentaram passar um pouco da experiência de pelo menos sete anos no esporte. A técnica conheceu Fernanda há quatro anos, quando a representante da seleção lutava judô e representou Patrocínio Paulista em Jogos Abertos. Peres hoje é a atual campeã brasileira e só não disputou o Pan de San Domingo na luta olímpica porque se machucou dias antes da viagem. Ferreira também é campeão brasileiro e tenta se classificar para o Pan do Rio de Janeiro.

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