Uma ladeira, um descuido e muito peso resultaram na morte do operador de máquinas Paulo César Rafael, 33, no final da noite de quarta-feira. Ele trabalhava na Fazenda Belo Horizonte, em Restinga, quando foi atropelado pelo trator que dirigia ao tentar frear a máquina que descia pelo mato. Com esmagamento do crânio, deu entrada na Santa Casa de Franca, onde morreu minutos depois.
Mesmo sem carteira assinada, Paulo estava satisfeito com o trabalho que tinha conseguido há apenas 20 dias. Ao lado do primo Valdemir Rafael, 26, ambos moradores em Batatais, tinha habilidade no trato com a terra para o plantio de soja e milho.
“Eu gritava: deixe o trator ir embora, mas ele insistiu em correr atrás”, foi a primeira frase de Valdemir, que socorreu Paulo após o acidente, ao ser perguntado como tudo aconteceu.
Abatido, contou que ele e os demais companheiros de trabalho conversavam perto de um caminhão quando Paulo chegou. “Ele estacionou o trator e desceu. De longe, um colega gritou que o trator estava andando e o Paulo correu para tentar pular em cima”, afirmou Valdemir.
Segundo ele, a corrida foi de cerca de dez metros. Sem poder medir forças com a máquina, Paulo caiu ao encostar uma das pernas em um dos pneus traseiros do trator. “Uma roda o puxou e passou em cima de suas pernas. Ele já estava no chão e a plantadeira passou por cima da cabeça dele”, concluiu.
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