Roubos mudam rotina de corretores


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O empresário Ailton Lopes Soares: “Hoje, não movimentamos mais dinheiro. Todo o pagamento e recebimento de aluguel são feitos em bancos por meio de boletos”
O empresário Ailton Lopes Soares: “Hoje, não movimentamos mais dinheiro. Todo o pagamento e recebimento de aluguel são feitos em bancos por meio de boletos”
Depois das casas lotéricas, dos ônibus de sacoleiros e dos postos de gasolina, a bola da vez são as imobiliárias. Em 13 dias, foram três violentos assaltos que deixaram vítimas aterrorizadas e um prejuízo superior a R$ 50 mil. Preocupados com a incidência de roubos, empresários do setor alteraram suas rotinas e adotaram mecanismos de segurança. A onda de roubos às imobiliárias começou no dia 8, quando quatro bandidos armados invadiram uma empresa no Centro e trancaram os funcionários no banheiro. Roubaram um cofre com R$ 10 mil e fugiram. Na fuga, levaram o irmão de uma funcionária como refém e o soltaram 30 minutos depois. Dois dias depois, R$ 40 mil foram roubados no Bairro São Vicente. Na noite de terça-feira, a vítima foi uma empresa do Bairro Santa Maria do Carmo. Foram levados dinheiro, aparelhos celulares e roupas das vítimas. A preocupação por parte dos empresários ficou explícita na tarde de ontem, quando a reportagem ligou para uma empresa para saber as medidas de segurança adotadas. “Desculpe, mas não posso falar. Como vou saber se é realmente do jornal que está ligando?”, disse a proprietária. Deixar o mínimo de dinheiro possível nas imobiliárias é a principal estratégia para desencorajar os ladrões. “A nossa associação está preocupada com o crescimento dos roubos. Estamos alterando nossa rotina e tomando mais cuidado. Hoje, não movimentamos mais dinheiro. Todo o pagamento e recebimento de aluguel é feito em bancos por meio de boletos”, afirmou Ailton Lopes Soares, da Transação Imobiliária. Marcos Antônio Parra, da Ética Imobiliária, disse que procurou alterar a rotina de sua empresa desde maio, quando começaram os ataques do PCC em Franca. “Os ladrões pensam que tem muito dinheiro nas imobiliárias, mas não é verdade. A maior parte das empresas já não recebe mais nada no escritório. É tudo via banco”. Além da adoção dos boletos bancários, os funcionários de sua empresa sempre procuram chegar e sair juntos. Ao contrário do que ocorria anteriormente, a firma está fechando as portas na hora do almoço, quando o número de atendentes é menor.

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