Atendimento em UBS acaba em baixaria


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O aposentado Sebastião Caires Pinheiro, 68, cansou de esperar na UBS do Jardim Paulistano II: ‘A médica me fez de palhaço’
O aposentado Sebastião Caires Pinheiro, 68, cansou de esperar na UBS do Jardim Paulistano II: ‘A médica me fez de palhaço’
Uma acusação de omissão de socorro acabou em confusão, na tarde de ontem, na UBS (Unidade Básica de Saúde) do Jardim Paulistano II. O aposentado Sebastião Caires Pinheiro, 68, que sofre de problemas cardíacos, disse que durante três dias buscou sem sucesso atendimento no local. Indignado, chamou a Polícia Militar, que se negou a mandar viatura. Sem saída, acionou o delegado do 3º Distrito Policial, João Walter Tostes Garcia, que se prontificou a ajudar. Ao procurar a UBS, Garcia foi informado de que a médica não falaria com ele. Começava, ali, uma intensa troca de ofensas e ameaças de ambas as partes, que terminou com o indiciamento da clínica-geral Ana Lúcia Novelino e a promessa da Secretaria de Governo de representar contra o delegado na Corregedoria da Polícia Civil. Foi a segunda confusão entre Prefeitura e órgãos do setor de Segurança Pública. O caso teve início quando Sebastião, com dores no peito, procurou socorro na UBS, onde foi orientado a fazer uma radiografia do tórax. Quando retornou com o resultado do exame na última segunda-feira, a médica recusou-se a atendê-lo porque ele não teria horário agendado para seu retorno. O aposentado voltou ao local mais duas vezes e não conseguiu ser atendido. Revoltado, dirigiu-se até o 3º DP, onde registrou boletim de ocorrência e foi orientado pelo delegado a retornar à UBS e explicar à médica que seu caso precisava de atendimento urgente. Como não teve sua solicitação atendida, o aposentado telefonou para o delegado, que se dirigiu até o local dos fatos. Iniciou-se aí uma grande confusão entre o policial, a médica e a atendente da unidade. Houve elevação no tom de voz, e o delegado ameaçou autuá-las por desacato à autoridade, o que acabou não se consumando. Durante a discussão, chegou ao local Sérgio Buranelli, diretor da Divisão de Segurança e Serviços de Trânsito da Prefeitura, que colocou “panos quentes” na situação e garantiu ao delegado que Sebastião seria atendido. Confiando na palavra de Buranelli, o delegado se retirou. “Voltei para o DP com a sensação de dever cumprido, mas depois fui informado que o senhor Sebastião não havia sido atendido novamente.” Desesperado, o aposentado procurou o programa “Hora do Cacete”, na Rádio Difusora, e foi atendido ainda ontem pelo médico Hélio Rubens Crialezi, que diagnosticou o seu problema e prescreveu a medicação apropriada.

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