Informado das condições precárias em que vive o ex-pedreiro Luís Carlos Silva, o promotor de Justiça Fernando Martins, que ontem estava substituindo Décio Piola, responsável pela defesa dos direitos dos idosos, disse que o Ministério Público deverá determinar investigação psicossocial do caso nesta sexta-feira para, então, tomar as providências cabíveis. “Precisamos verificar as condições em que os familiares vivem. A primeira medida quando uma criança, jovem ou idoso encontra-se em situação de risco é convocá-los para cumprirem seu dever e acolher o parente. Se isso não for possível, o idoso deverá ser encaminhado a um abrigo.”
A Casa São Camilo disse que os atendidos obedecem a uma lista de espera, mas que, se o caso de Luís Carlos for muito grave, ele poderá ser passado na frente. Mesmo assim, ainda é preciso que um familiar autorize a internação.
“Fazemos uma parceria com as famílias para ajudá-las a cuidar dos parentes. Apenas damos um suporte e precisamos do consentimento de algum deles”, disse a coordenadora Elenir Malta.
Os atendidos ficam na entidade de segunda a sexta-feira e passam o fim de semana em casa. A pessoa contribui com parte da renda para ter cuidados de higiene, atendimento médico e alimentação.
Assistentes sociais avaliam as condições dos parentes e estipulam repasse de parte do benefício recebido pelo usuário para auxiliá-los. “O valor varia de 30% a 70% do benefício que a pessoa ganha.”
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