Vigilância Epidemiológica pede cabeças de animais


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Em Franca, cabeças de cães enviadas para o Instituto Pasteur são retiradas de animais mortos no canil municipal. Na foto, cachorrinhos do canil que aguardam por adoção
Em Franca, cabeças de cães enviadas para o Instituto Pasteur são retiradas de animais mortos no canil municipal. Na foto, cachorrinhos do canil que aguardam por adoção
A Vigilância Epidemiológica de Batatais está à procura de cabeças de cães e gatos mortos para serem enviadas ao Instituto Pasteur - Laboratório de Referência para Raiva junto ao Ministério da Saúde do Brasil -, onde passarão por análise. O instituto sedia a coordenação do Programa de Controle da Raiva do Estado de São Paulo e, analisando as cabeças dos animais mortos, verifica, por amostragem, o quadro da raiva animal nas cidades. O número de cabeças exigidas pelo programa de controle de raiva do Estado é determinado de acordo com o índice populacional de cada município. Em Batatais, cuja população é de cerca de 57 mil pessoas, a cota anual é de 27 cabeças de cachorros e 13 de gatos. A Vigilância Epidemiológica encontra dificuldades para cumprir a meta e por isso pede a cooperação dos moradores. A enfermeira responsável pela pasta, Érica Garbelini, disse que apenas uma unidade foi entregue. “As pessoas não permitem que os animais sejam decapitados. Por isso, ficamos dependendo da morte de animais de rua”, disse. As cabeças são congeladas em um freezer no Centro de Saúde e enviadas ao Instituto, em São Paulo, dentro de um isopor lacrado, com serragem e gelo dentro. Para o diagnóstico da raiva o exame é realizado no encéfalo do animal independente da causa da morte. Em outras cidades da região, o quadro é semelhante ao de Batatais. “A nossa maior dificuldade é não termos veterinários que trabalham para a prefeitura. Os profissionais que fazem atendimento particular se recusam a fazer este tipo de serviço para nós”, disse o responsável pela Vigilância Sanitária de Orlândia, Darci Maldonado. A cidade deve enviar 16 cabeças de cães e quatro de gatos, mas ainda não conseguiu nenhuma. Já a Vigilância Epidemiológica de Franca não passa pela mesma situação. O diretor da Divisão de Vigilância e Saúde, Fernando Baldocchi, disse que a cidade é obrigada a encaminhar anualmente 94 cabeças de cachorro e 23 de gato. “Faltam duas de cão e sete de gato. Não teremos problemas em cumprir a meta”, disse ele. Em Franca, não é preciso solicitar a colaboração da população. “As cabeças são de animais do canil municipal que morrem de alguma doença ou atropelados”, afirmou Baldochi.

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