Os calçados da Samello, aos poucos, desaparecem das vitrines em todo o País. Em Franca, é praticamente impossível encontrá-los no Centro e nos shoppings. Quando se encontra, os modelos, cores e numerações são limitados. A paralisação da empresa e o alto valor do produto são os principais motivos para o cenário de desabastecimento.
Como no resto do país, em Franca não é diferente. Um dos únicos locais onde ainda se pode comprar sapatos da marca é na loja própria, situada em frente à fábrica, que é abastecida pela Samello Franchising. No Centro, somente a Jô Calçados tem produtos da Samello. Ainda assim, não será por muito tempo. O gerente da loja, André Maldonado, disse que o estoque atual é de 20 pares e com grades de numeração incompletas. “Há bastante tempo não pedimos. O preço é alto e o giro em nossa loja não é significativo”. No Franca Shopping e no Shopping do Calçado a marca também sumiu.
Na Capital, a Maroto Calçados costumava trabalhar com a Samello. O gerente Felipe Leite disse não conhecer bem a crise financeira que a fábrica atravessa e que o representante há muito tempo não o visita. “Não compro desde 2005. Tenho somente seis pares e não tenho previsão de pedir mais”.
O gerente da Rede Líder, Antônio Teixeira, também na Capital, disse que sua última compra (100 pares) foi em 2005 e lhe causou dores de cabeça. “Houve problemas na entrega dos pedidos. Além disso, os preços da Samello são muito altos”.
Na rede Paquetá Calçados, que tem lojas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rio de Janeiro, o estoque é pífio. Segundo a assessoria de comunicação, o giro da Samello está muito baixo, tanto que, no mês passado, somente 18 pares de calçados foram vendidos por toda a rede. Hoje, o estoque conta com 141 pares e não há previsão de novos pedidos. O mesmo cenário se repete em lojas de Brasília e Minas Gerais.
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