O vice-presidente da CPI do Tráfico de Armas, deputado federal Neucimar Fraga (PL-ES), vê elementos mais do que suficientes para que a advogada francana Adriana Telini Pedro seja processada criminalmente por associação para o tráfico de drogas. As afirmações foram feitas ontem, em entrevista gravada e exclusiva à Rádio Difusora e ao jornal Comércio da Franca.
“Quem acompanhou o caso desde o início sabe do envolvimento dela com o mundo do crime. Houve irregularidades relativas ao exercício da profissão, como a proteção a fugitivo (em sua residência) e uma relação praticamente promíscua com um agente do PCC (Evandro Carlos da Silva, preso em Mirandópolis) e informações passadas a bandidos para assaltar clientes dela mesma”, declarou.
Sobre a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico da advogada francana, Fraga afirmou que a CPI aguardará o término do relatório do Ministério Público paulista, que tem investigado advogados que atuam no Estado de São Paulo, para posteriormente cruzar os dados colhidos com os obtidos pela Polícia Federal. “Todos os dados também serão cruzados com as movimentações bancárias dos membros do PCC (Primeiro Comando da Capital).”
Adriana já foi indiciada por formação de quadrilha e associação ao tráfico de drogas. O promotor de Justiça Ivan Nascimento de Castro deixou de oferecer a denúncia por ‘falta de dados concretos que a incriminem’. Os autos dos inquéritos foram devolvidos à polícia para que fossem aprofundadas as investigações. Até hoje, a denúncia não foi oferecida ao Poder Judiciário.
A repercussão negativa do caso fez com que Adriana fosse suspensa por 90 dias pela Comissão de Ética da OAB. No fim do prazo, ela foi suspensa por um ano pelo mesmo tribunal, em Ribeirão Preto. A punição imposta à advogada será analisada em grau de recurso.
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