A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Tráfico de Armas, do Congresso Nacional, votará somente no próximo dia 29 o relatório final conduzido pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS), relator da CPI. Caso todos os termos sejam mantidos, os deputados e senadores não solicitarão ao Ministério Público que indiciem a advogada francana Adriana Telini Pedro, acusada de envolvimento com o crime organizado e que depôs na Comissão em Brasília em julho deste ano. Isso contraria informações passadas pelo vice-presidente da CPI, deputado Neucimar Fraga (PL/ES), em entrevista ao vivo à Rádio Difusora AM (1.030 kHz), no último dia 16. Na ocasião, ele afirmou que o nome de Adriana constaria no relatório.
Os membros da CPI pediram vistas para sugerir modificações. O relatório foi apresentado na última terça-feira. Nomes de advogados e bandidos supostamente envolvidos com o crime organizado podem ser incluídos ou retirados. Segundo o regimento interno da Câmara, as modificações ocorrem por maioria simples dos 14 membros.
Os deputados que pediram vista querem avaliar os motivos pelos quais nomes de alguns advogados (inclusive o de Adriana Telini) foram ignorados pela CPI. ‘Alguns deputados questionaram o baixo número de advogados citados no relatório. Segundo o relator, os nomes de profissionais já indiciados pelo Ministério Público não precisariam ser incluídos’, disse o vice-presidente da CPI, deputado Neucimar Fraga (PL-ES), em entrevista exclusiva à Difusora.
A rigor, foram citados nominalmente os advogados Sérgio Weslei da Cunha e Mariana Cristina de Souza Rachado, advogada de Marcos Willians Herman Camacho, vulgo ‘Marcola’.
Ainda segundo o deputado, além de solicitar ao Ministério Público o indiciamento de advogados ligados com o mundo do crime organizado, a CPI do Tráfico de Armas partirá para sugerir a criação de uma lei que proponha fiscalização sobre a origem de dinheiro de honorários advocatícios, que terão que ser declarados, caso haja lei neste sentido. ‘Assim, poderemos saber melhor se os advogados estão sendo parceiros do crime ou apenas defensores’, completou.
Adriana Telini Pedro foi flagrada em escutas telefônicas autorizadas pela Justiça conversando com bandidos. Em um dos diálogos, ela combina com um dos marginais o assalto a uma cliente que havia acabado de sair de seu escritório com R$ 30 mil, dinheiro este oriundo de uma partilha de separação judicial.
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