A Polícia Civil apreendeu 31,6 mil sacas de café em um grande armazém da cidade. A produção havia sido vendida pelo comerciante Odair José Rodrigues, 54, a uma exportadora com filial em Santos. Ele é acusado de desaparecer com 10 mil sacas pertencentes a agricultores da região e de causar um prejuízo superior a R$ 2,2 milhões. A apreensão não significa necessariamente que o rombo financeiro será reparado, pois uma batalha judicial deverá ser deflagrada. Uma das vítimas do golpe não agüentou esperar e morreu por causa de um infarto fulminante.
O comerciante, que vai responder ao processo em liberdade, era dono de uma conhecida cafeeira situada na Rua Diogo Feijó, Estação. No local, guardava milhares de sacas depositadas por cafeicultores. No fim de setembro, fechou as portas do barracão sem aviso prévio e sumiu com toda a produção. O golpe foi descoberto em 2 de agosto e mais de 80 vítimas procuraram a polícia para prestar queixa. Os policiais do 2º DP começaram a investigar o caso.
Diante das ameaças de que teria a prisão preventiva decretada, Odair se apresentou e admitiu o golpe, mas disse que o prejuízo é menor. Alegou estar passando por problemas financeiros e prometeu pagar as vítimas após vender alguns imóveis. A promessa não foi cumprida.
Na semana passada, a equipe do delegado Luiz Carlos da Silva chegou em um depósito na zona sul de Franca, onde foram apreendidas mais de 30 mil sacas de café. “Acreditamos que parte do estoque pertença às vítimas lesadas pelo comerciante. Vamos checar os documentos para tentar apurar a origem. As sacas ficarão retidas enquanto não houver liberação judicial “.
A empresa exportadora luta para liberar os produtos que comprou, enquanto os cafeicultores batalham para reaver suas sacas de café. Na tarde de ontem, o advogado Paulo Careta, que representa um grupo formado por dez vítimas, obteve um mandado de busca e apreensão para assegurar que as cerca de 2,1 mil sacas de seus clientes não saiam do armazém.
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