Vestibulandos passam horas em cima dos livros


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REVISÃO FINAL - A estudante Marcela Mendes Bragatto estuda sete horas diárias na expectativa de ingressar no curso de Fisioterapia
REVISÃO FINAL - A estudante Marcela Mendes Bragatto estuda sete horas diárias na expectativa de ingressar no curso de Fisioterapia
O ano de 2006 foi de muito estudo para Samuel Roberto Silva, 24, morador no Jardim Petráglia. Pela segunda vez, ele tenta ingressar no curso de História da Unesp. Na primeira, em 2004, não conseguiu ser aprovado. Depois de dois anos longe da sala de aula, ele se matriculou no cursinho oferecido pela própria unidade de Franca a alunos carentes para melhor se preparar. A menos de um mês do vestibular, estuda, em média, sete horas por dia na esperança de conseguir uma vaga. Silva disse que se matriculou no cursinho da Unesp por não ter condições financeiras de pagar por um particular. Mas antes precisou ser aprovado em um teste de conhecimentos gerais e comprovar que não tinha condições de pagar pelo cursinho. “O curso é muito bom e me sinto preparado para enfrentar o vestibular deste ano”, diz o estudante que no período da tarde borda sandálias para ajudar na renda familiar. Samuel faz parte de um grupo de 140 alunos que há um ano freqüenta o cursinho da Unesp. O secretário da escola, Anderson de Oliveira, conta que os estudantes vêm de várias cidades da região: Batatais, Cássia, Pedregulho, Cristais Paulista, São José da Bela Vista, entre outros. “Focamos sempre o vestibular da faculdade pública e, em quatro anos de cursinho, conseguimos várias aprovações”, disse ele. No ano passado, dos 140 alunos, 45 ingressaram na faculdade. Outra que não sai de perto dos livros é a estudante Marcela Mendes Bragatto, 19, há dois anos em um cursinho particular na esperança de passar em uma faculdade pública para cursar fisioterapia. “Já prestei vestibular duas vezes e não consegui. Agora acho que estou mais preparada e confiante”, disse a estudante, que fez inscrição para três faculdades. “A primeira prova será neste sábado na Universidade Federal do Triângulo Mineiro.” Marcela estuda, em média, nove horas por dia. Fica cansada, mas não desanima. De manhã está no cursinho no Novo Colégio e, à tarde, vai para a biblioteca da escola. “Prefiro estudar lá porque sempre tem um professor por perto para tirar dúvidas”, comentou. Se não conseguir passar neste ano, Marcela disse que, no próximo, tentará uma faculdade particular.

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