Violência assusta diretores de escolas


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O secretário de Ação Social, Roberto Nunes Rocha, é observado por diretores de escolas. “Situação chegou a um ponto que diretores não sabem mais o que fazer”, disse
O secretário de Ação Social, Roberto Nunes Rocha, é observado por diretores de escolas. “Situação chegou a um ponto que diretores não sabem mais o que fazer”, disse
Violência, indisciplina, evasão, falta de orientação familiar e de respeito. Essas situações, que ultrapassaram os portões das escolas, assustam e preocupam diretores e foram amplamente discutidas na manhã de ontem, no Salão da Paróquia de São Sebastião, por diretores das 50 escolas de Franca, representantes de conselhos da criança e adolescente, da área de segurança e autoridades judiciais e militares. O objetivo principal da discussão foi apontar o papel e responsabilidade de cada órgão e encontrar soluções efetivas que possam ser colocadas em prática. Fragilizados, diretores se mostram inseguros para denunciar qualquer tipo de violência, seja entre alunos ou de pais contra filhos, temendo represálias. Elza Trevisani Secco, diretora da Escola Estadual “Otávio Martins de Souza”, disse que algumas penalidades aplicadas a alunos, como uma suspensão, por exemplo, são recebidas como prêmio pelos estudantes. Neste ano, alguns alunos chegaram a quebrar vidraças de salas de aulas. Para a diretora da Escola Estadual “Orlik Luz”, Mariza Diniz Otoni Manieiro, a principal barreira para conter a violência dentro ou fora da escola começa com a família. “Outra questão é que muitas vezes não sabemos a quem recorrer. Isso está sendo buscado através de discussões”. O promotor da Criança e do Adolescente, Augusto Arruda Soares, afirmou que os diretores têm total autonomia para buscar soluções nas escolas e devem utilizar esse artifício. “Neste ano foi criado o Conselho Escolar e ele sugere aplicação de medidas disciplinares. Os casos de comportamento devem ser levados ao conselho. Assuntos mais graves, como drogas, são diferentes, mas há ações interventivas em outros casos que os diretores podem utilizar”, declarou. Roberto Nunes Rocha, secretário de Desenvolvimento Humano e Ação Social, disse que frente aos vários problemas que as escolas enfrentam será preciso criar um trabalho interventivo através dos CRAS (Centro de Referência da Assistência Social) localizados nos bairros. A idéia é oferecer aos diretores de escolas meios para trabalhar junto às famílias com crianças problemáticas. “A escola passa por vários problemas: falta de educação, respeito e comprometimento da família. Ela está chegando num ponto que o diretor e professor não sabem mais o que fazer. Com a intervenção já feita pelo Conselho Tutelar e apoio dos CRAS, poderemos ajudar a resolver essa situação”. AÇÃO DE VÂNDALOS A Escola Estadual “José Carlos Donadelli Panice”, que amanheceu com uma sala totalmente revirada anteontem, após ação de vândalos, retomou sua rotina ontem. A vice-diretora Ida Maria Roncardi disse que hoje o prefeito Sidnei Rocha vai receber a diretora da escola, Ana Paula Sairre. Ela acredita que ele oferecerá apoio para a construção de uma calçada no entorno da escola.

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