O pior ato ocorrido até agora no Campeonato Varzeano deste ano passou por julgamento na Junta Disciplinar Desportiva ontem à tarde, e, para Liga, parte da justiça foi feita. Três jogadores do Brasilândia acusados de agredir o juiz Fransérgio Roberto Neto foram condenados. Dois acabaram absolvidos. Uma fita de vídeo influenciou nas sentenças.
Entre os agressores condenados estão Alex Silva, Rogério da Silva, o Pimenta, e Deived Igor Berteli, que não era acusado na súmula do juiz, pegaram 360 dias de suspensão. Alex ainda foi suspenso por seis partidas devido a outro problema também na partida entre Corintinha e Brasa.
O caso mais emblemático era o do jogador Claudinei de Assis, o Joãozinho. Membro de uma igreja evangélica, ele foi apontado como envolvido e por isso poderia ser expulso da instituição e ainda perder o emprego. O atleta chegou a chorar durante o julgamento.
Sua absolvição só aconteceu porque ficou provado que ele não participou da briga em uma gravação feita do jogo. Essa fita foi levada por Joãozinho para a JDD. Giovanni também não apareceu nas agressões.
“Foi muito comentado o nome dele (Joãozinho). Por isso corria o risco de ser demitido, mas foi provado que ele não tinha envolvimento”, disse o presidente da Liga, Eurípedes Gonçalves Silva.
Com a prova material, Giovanni, que sofreu a falta e após trocar chutes com um jogador do Corintinha motivou toda a briga, também não apareceu agredindo Fransérgio. Ele pegou sete partidas de suspensão pela troca de desavenças com Helder, este suspenso por um jogo.
O que mudou com as imagens foi a participação de Deived Igor Berteli na briga. Ele não fazia parte dos envolvidos, acusados na súmula feita pelo juiz, com base no boletim de ocorrência da Polícia Militar. O nome de Claudinei aparecia como acusado devido ao seu registro no B.O.
Nenhum diretor do Brasilândia apareceu na reunião, como também aconteceu com os outros quatro jogadores envolvidos no mérito. (Rodolfo César)
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