Se for restrito a francanos, estou fora. Moro em Campinas, mas o coração fica (parte dele) em Franca. Muitas coisas me agradam: a recepção aos “estrangeiros”, a princípio respeitosa, e depois, fraterna. O ficar à vontade nas noites de sexta-feira, onde cada boteco tem um carvão queimando, e os amigos e vizinhos assam um “churrasco de gato”.
Ser reconhecido em lojas ou outros estabelecimentos, onde um sorriso acompanha o bom dia, e se pergunta porque há tanto tempo não apareço. Poucas vezes precisei (eu ou próximos), de atendimento em Posto de Saúde, hospital e/ou médicos: sempre atenciosos e competentes.
O Clube do Automóvel Antigo de Franca: os antigomobilistas se reúnem, trocam idéias, se abrem para visitantes, e para quem gosta do que eles apreciam. De lá saiu “A Biela”, uma revista que tem um destaque entre as similares, no Brasil: uma das melhores sobre carros antigos.
O que mais? O pôr-do-sol, as garças chegando ao arvoredo do Castelinho, tingindo de branco-paz os eucaliptos. A religiosidade do povo, seja de um ou outro credo, que ampara e colabora com os que precisam de um apoio. O orgulho do francano, pelo passado, pela terra, pelo povo e pelo basquete.
E o que não gosto? A maior parte, pela omissão de alguém. Faltam praças com brinquedos para as crianças. Mais realizações culturais, como as que acontecem na praça da Matriz.
Os buracos nas ruas e avenidas. Há 5 anos, vim conhecer a casa da minha filha, do meu genro. No alto da avenida Champagnat, quando se flexiona para a direita, há (hoje) um semáforo.
Virando-se à esquerda, um calombo, do tamanho de um homem. Desde que conheci o bairro Santa Cruz, está lá: forte, firme. Merece até ter nome. Mas é herança da administração anterior.
Escutei muita crítica por rádio, quando ia para a roça. Protesto vibrante, com um locutor de voz firme, convicto do que dizia. Coisa de 3 anos, mais ou menos. Ser estilingue é fácil.
Pois então: os buracos continuam. Havia ou não asfalto para o reparo?
Um máximo representante enfileira atos de, no mínimo, desconhecimento da alma dos cidadãos: gritos com jardineiro; a jactância em ser pedreiro, mestre-de-obras, arquiteto e engenheiro, em uma (re) inauguração de bem cultural.
Para completar: fui com toda a criançada ver o lançamento de alevinos, perto da cachoeira da Alonso y Alonso. Não havia motivo: não puderam ser lançados, por um erro de avaliação (da água).
E, fechando com chave de ouro (ouro?!?), as ofensas a um policial em serviço.
Não é muito para uma cidade tão hospitaleira, como Franca? O que pensarão os que passam por aqui, lêem o jornal, e não voltam com freqüência?
JOSÉ ROBERTO TORQUATO é, como costuma dizer, “visitante freqüente na Franca do Imperador”
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